quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano'

A Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano' é uma belíssima e rara variedade desta magnífica espécie, encontrada há cerca de oitenta anos, no seu estado natural. Na altura foram encontradas muito poucas plantas, desta variante,  nas matas do Estado de Pernambuco, no Brasil. Carateriza-se essencialmente pela boa forma das suas flores e ainda pelas cores pouco comuns e delicadas. É uma planta de médio porte, unifoliada, de pseudobulbos ligeiramente achatados, que floresce no final do Verão e Outono.

Família: Orchidaceae    Género: Cattleya    Espécie: labiata   var. roxo-bispo 'Urbano'

Habitat natural: Planta que apresenta uma forma de desenvolvimento epífito, que se manifesta em habitas de baixa a média altitude, quentes e húmidos, entre os 600 e os 900 metros, nalguns locais do nordeste do Brasil. 




Cultivo: Cultivo em vaso médio, utilizando um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro grossa e cerca de 30% de argila expandida.
Está todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas, mesmo em pleno Inverno, nunca descem abaixo dos 12 a 14 graus. O ambiente é ligeiramente sombreado mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos manter os substrato ligeiramente húmido, sendo conveniente secar um pouco entre regas. No Inverno regar o menos possível, não deixando contudo desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água). Durante a parte final do Outono e durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

World Checklist of Selected Plant Families

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Dendrobium trinervium

O Dendrobium trinervium é uma planta miniatura, de pseudobulbos cilíndricos e carnudos, com diversas folhas ovaladas lanceoladas. As suas inflorescências são curtas, com flores brancas esverdeadas e finamente maculadas de vermelho escuro na parte central do labelo, podendo estas atingir os cerca de 2 cm de dimensão.

Família: Orchidaceae         Género: Dendrobium         Espécie: trinervium

Habitat natural: Esta é uma espécie nativa de florestas abertas de baixa altitude, desde o nível do mar até cerca dos 100 metros, quentes e húmidas, da Tailândia e da península da Malásia.





Cultivo: Esta é uma espécie exigente em temperaturas, cujas mínimas, mesmo durante o Inverno, nunca deverão descer abaixo dos 13 a 14 graus. É cultivada montada numa pequena placa de madeira, em local sombreado, mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Nas estações mais quentes e secas do ano devemos regar quase diariamente, reduzindo drasticamente durante o Inverno. Para quem cultiva em vaso as regas deverão ser mais espaçadas.
Fertilizo uma a duas vezes por semana com o Akerne Rain Mix, sempre com doses de baixa concentração (metade ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações. 

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dentrinervium.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

sábado, 8 de setembro de 2018

Cattleya bradei

A Cattleya bradei, ex Laelia bradei, é mais uma das espécies rupícolas nativas do Brasil, sendo esta do Estado de Minas Gerais.
É uma planta miniatura que se desenvolve entre os 1100 e os 1400 metros de altitude, podendo ser cultivada em ambientes com temperaturas ligeiramente baixas, sem exposição a frios exagerados ou geadas. Requer luz intensa, podendo mesmo suportar sol direto.
Está cultivada num vaso pequeno (6 a 8 cm de diâmetro) num substrato composto por uma mistura, em partes mais ou menos iguais, de casca de pinheiro grossa, argila expandida, pequenos pedaços de granito (2 cm) e pequenos pedaços de rocha contendo um bom teor de ferro na sua composição.



Referências bibliográficas: 

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374634

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bulbophyllum bolsteri

O Bulbophyllum bolsteri é mais uma belíssima miniatura deste magnífico género com cerca de, mais ou menos, 2200 espécies naturais. Apresenta pseudobulbos ovalados, lateralmente sulcados, com uma única folha apical, elíptica lanceolada e coriácea. As suas inflorescências são compostas  por uma única flor, que se sobressai bem acima da planta, tendo a particularidade de apenas se manter aberta no final da noite e primeira parte da manhã (até cerca das 9/10 horas), mantendo-se totalmente fechada durante o resto do dia e a primeira metade da noite.

Família: Orchidaceae       Género: Bulbophyllum        Espécie: bolsteri

Habitat natural: Esta é uma espécie oriunda das Filipinas, onde se pode desenvolver como planta epífita, crescendo através de rizomas rastejantes, geralmente sobre os galhos das árvores, em locais/florestas de baixa e média altitude.




Cultivo: É cultivada durante todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas mínimas se mantêm sempre acima dos 10 a 12 graus. O local de cultivo é sombreado, bem ventilado e com alto teor de humidade relativa.
Está montada numa pequena placa de cortiça, sendo regada diariamente nas estações mais quentes e secas do ano e mais espaçadamente no Inverno. Para quem cultiva em vaso  as regas poderão ser menos regulares.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração, nunca aplicando mais de metade dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/bulbbolsteri.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Coelogyne lawrenceana

Coelogyne lawrenceana é uma espécie de médio porte, de pseudobulbos oblongos a ovoides, encimados por duas folhas largas e lanceoladas. Desenvolve naturalmente nos Himalaias e no Vietname, como planta epífita, em florestas primárias de montanhas de média altitude.
As suas inflorescências, mais curtas que a dimensão das folhas, podem ser compostas por algumas flores, geralmente 1 a 6 por cada haste. Estas abrem sucessivamente, apenas uma de cada vez, sendo algo perfumadas, de aspeto ceroso e de longa duração.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa aquecida, em local sombreado, com elevado teor de humidade relativa e com boa ventilação. Pode contudo suportar alguma frio, desde que não seja muito acentuado (idealmente acima dos 8 a 10 graus) e por períodos prolongados de tempo.
Uso um vaso pequeno e um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média e grossa e alguma argila expandida.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix uma a duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/coellawrence.htm

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Cattleya wallisii 'M. Ito' (Cattleya eldorado 'M. Ito')

A Cattleya eldorado 'M. Ito' é um belíssimo clone desta espécie. A Cattleya eldorado é um sinónimo da Cattleya wallisii, sendo este último o nome aceite pela WCSP (World Checklist of Selected Plant Families). 
Pertence ao grupo das unifoliadas e é uma planta de médio porte,  proveniente da região do Amazonas, no Brasil 
As suas inflorescências trazem, normalmente, de 1 a 3 flores bem coloridas e agradavelmente perfumadas, sendo das que apresentam maior durabilidade entre todas as Cattleya.
É uma das que necessita de temperaturas mínimas de Inverno um pouco mais elevadas, sempre acima dos 12 a 14 graus. As restantes exigências de cultivo são idênticas à maioria das espécies, suas congéneres




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/catteldorado.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=36173

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Cattleya xanthina

A Cattleya xanthina é uma espécie de médio porte, de pseudobulbos elípticos e lateralmente achatados, levemente estriados, com uma única folha apical ovalada lanceolada, ereta e rígida. As suas inflorescências surgem normalmente no fim da Primavera ou no Verão, a partir de uma espata grande, sendo compostas por duas ou mais flores (2 a 6 por haste) que não abrem totalmente. Nem sempre são perfumadas.

Família: Orchidaceae          Género: Cattleya         Espécie: xanthina

Habitat natural: Esta é uma planta epífita que se desenvolve em locais de baixa e média altitude, sendo nativa dos Estados da Baía e do Espírito Santo, no Brasil





Cultivo: Esta minha planta é cultivada montada num tronco de madeira. Está todo o ano na estufa aquecida, em local sombreado mas com boa luminosidade, com elevado grau de humidade do ar e bem ventilado. Opcionalmente pode ser cultivada em vaso, em substrato próprio para epífitas.
Nas estações mais quentes e secas do ano rego quase diariamente, espaçando consideravelmente o número de regas sempre que o tempo vai mais frio e chuvoso.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade ou menos de metade da dose indicada por cada litro de água). Este princípio é válido para qualquer fertilizante utilizado. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/lxanthina.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374571

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904