quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Bulbophyllum lindleyanum

O Bulbophyllum lindleyanum é uma espécie de pequeno porte, de pseudobulbos ovoides, ligeiramente achatados, com uma única folha apical, oblongo lanceolada. As suas inflorescências pendentes são longas, compostas por inúmeras flores  tomentosas e com as sépalas fortemente estriadas de tons vermelhos/acastanhados.

Família: Orchidaceae          Género: Bulbophyllum        Espécie: lindleyanum

Habitat natural: Esta é uma espécie epífita que se desenvolve em climas tropicais e semitropicais, em zonas de baixa e média altitude, em países como a Índia, a Tailândia e a Birmânia (Myanmar).






Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa temperada/quente, com temperaturas mínimas de 12 graus e máximas de 33/34 graus. O ambiente de cultivo é sempre sombreado, tendo contudo boa luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar. 
Está num vaso pequeno (cerca de 10 cm de diâmetro) e utilizo um substrato composto em partes iguais por casca de pinheiro média e fina e alguma perlite, que se mantem constantemente húmido, mas nunca encharcado. 
Rego frequentemente nas estações mais quentes e secas do ano, espaçando consideravelmente as regas durante o Inverno, de forma a garantir que o substrato se mantenha sempre ligeiramente húmido.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix uma a duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas (metade ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/bulblindleyanum.htm

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cattleya Pearlouis (Cattleya bicolor x Cattleya coccinea)

A Cattleya Pearlouis L.C.Muller (Cattleya bicolor x Cattleya coccinea) é um belo híbrido primário, registado em 1975 (RHS), sendo uma planta de pequeno porte com flores grandes e intensamente coloridas, factores "herdados" em maior percentagem de um dos seus progenitores; a Cattleya coccinea.
É uma planta ideal para ser cultivada em pequenos cestos suspensos, em locais bem ventilados, ligeiramente sombreados (mas com boa luminosidade), temperaturas intermédias (entre os 10 e os 30 graus) e elevado teor de humidade relativa do ar. É uma orquídea de fácil e rápido desenvolvimento e de fácil e abundante floração.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Stanhopea reichenbachiana

A Stanhopea reichenbachiana é uma planta de médio porte, de pseudobulbos ovoides, enrugados com a idade, com uma única folha apical, oblongo lanceolada. As suas inflorescências são, na maior parte dos casos, compostas por 2 flores de cor branca porcelana e intensamente perfumadas a especiarias. 

Família: Orchidaceae            Género: Stanhopea            Espécie: reichenbachiana

Habitat natural: Esta é uma espécie de desenvolvimento epífito, ocorrendo em córregos de florestas inacessíveis e tropicais húmidas, em altitudes que podem oscilar entre os 500 e os 1000 metros, na Colômbia e no Equador.





Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa aquecida, com temperaturas mínimas noturnas de 12 a 14 graus. Está num cesto de madeira suspenso, com um substrato à base de casca de pinheiro média e fina, argila expandida e perlite. O ambiente de cultivo é sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado, sendo as regas mais constantes nos períodos mais quentes e secos do ano e bastante mais espaçadas durante o Inverno. Sempre que o substrato der sinais de demasiado degradado, mantendo muitas vezes encharcado, este deve ser substituído.
Fertilizo com o Akerene Rain Mix, com duas aplicações semanais, sempre com doses de baixa concentração (colocando apenas metade da dose indicada pelo fornecedor, por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: 

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/stanreichenbachiana.htm

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Leptotes tenuis

A Leptotes tenuis é uma planta miniatura, com minúsculos pseudobulbos fusiformes/cilíndricos e com uma única folha apical, ereta e rígida. As suas inflorescência são compostas por uma flor, muito raramente duas,  levemente rosadas e perfumadas.

Família: Orchidaceae          Género: Leptotes         Espécie: tenuis

Habitat natural: Espécie de desenvolvimento epífito, proveniente dos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Brasil. Desenvolve-se nas montanhas entre os 700 e 1000 metros de altitude, dominadas por névoas noturnas, o que lhes confere, nestes períodos, um alto teor de humidade.




Cultivo: É cultivada montada numa pequena placa de cortiça, estando todo o ano na estufa temperada, em local sombreado, mas com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa do ar.
Rego quase diariamente nas estações do ano mais quentes e secas, espaçando estas bastante durante o Inverno, sobretudo se o tempo for frio e chuvoso. Nesta altura aplico, em média,  uma duas regas por semana.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada para cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/lepttenuis.htm

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dendrochilum cobbianum

Dendrochilum cobbianum é uma planta de pequeno a médio porte, de pseudobulbos pequenos e cónicos, com uma única folha apical, oblongo-lanceolada. As suas inflorescências são longas e pendentes, compostas por imensas flores densamente dispostas ao longo da  haste e bem perfumadas.

Família: Orchidaceae           Género: Dendrochilum          Espécie: cobbianum

Habitat natural: Esta é uma espécie que se desenvolve de forma epífita sobre os troncos da árvores, por vezes como litófila sobre as rochas, em áreas bem expostas ao sol, nas florestas das Filipinas, em altitudes acima dos 1200 metros.





Cultivo: É cultivada em ambiente temperado, numlocal com boa luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
O substrato utilizado é composto maioritariamente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida (cerca de 20%) e alguma perlite (cerca de10%).
Rego com frequência desde o surgimento dos novos pseudobulbos até à sua maturação, que normalmente acontece por alturas da floração, mas mantendo o substrato apenas ligeiramente húmido. Durante o resto do tempo reduzo a frequência das regas.
A fertilização é feita com o Akerne Raim Mix. uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante os meses de Inverno mais frios e chuvosos suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dendrcobbianum.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Maxillaria desvauxiana

A Maxillaria desvauxiana é uma espécie muito pouco vista em cultivo. É uma planta de médio porte, de pseudobulbos ovoides, ligeiramente comprimidos, com uma única longa folha coriácea e oblongo elíptica. Como é caraterístico deste género, as inflorescências são solitárias, tendo nesta espécie um pedúnculo muito curto, ficando as flores muito próximas dos pseudobulbos. Estas são cerosas, de longa duração, com cerca de 5 a 6 cm de envergadura e perfumadas.    

Família: Orchidaceae         Género: Maxillaria         Espécie: desvauxiana

Habitat natural: Espécie epífita ou litófila, de crescimento cespitoso, que se manifesta em florestas húmidas e algo montanhosas, entre os 100 e os 1850 metros de altitude, em diversos países da América do Sul, destacando-se o Equador, o Peru, a Venezuela, a Colômbia e a Bolívia, entre outros de menor dimensão.




Cultivo: Esta planta está todo o ano na estufa temperada, com 12 graus de mínima e 34 graus de máxima, podendo contudo suportar temperatura ligeiramente mais baixas. O ambiente de cultivo é sempre sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Utilizo um vaso com cerca de 10 a 12 cm de diâmetro e um substrato composto por maioritariamente por casca de pinheiro de média  granulometria (60 a 70%), argila expandida (20 a 30%) e perlite (10%).
A frequência das regas é apenas a necessária para manter o substrato ligeiramente húmido, durante   todo o tempo, adequando estas a cada estação do ano. Importante nunca deixar este encharcar.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada no rótulo, por cada litro de água).

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/maxdesvauxiana.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Maxillaria scalariformis

Esta é a segunda floração desta Maxillaria scalariformis, uma belíssima espécie proveniente de habitats naturais da Guatemala, onde se desenvolve como planta epífita, em florestas chuvosas e com altitudes entre os 1000 e os 1300 metros. É uma espécie a cultivar em ambientes temperados, bem ventilados,  sombreados e com elevado teor de humidade relativa do ar.