quarta-feira, 16 de maio de 2018

Cattleya x guatemalensis

A Cattleya x guatemalensis é um híbrido natural entre a Cattleya aurantiaca e a Cattleya skinneri. É uma planta de grande porte, de pseudobulbos longos e bifoliada. As suas inflorescências são compostas por numerosas flores de tamanho médio e bem coloridas. Aqui, no meu espaço, floresce sempre em plena Primavera

Família: Orchidaceae         Género: Cattleya         Espécie: x guatemalensis

Habitat natural: Este híbrido natural pode ser observado em florestas quentes e húmidas, de baixa altitude, desenvolvendo-se como planta epífita, sobre as árvores de grande porte e bem exposta ao sol. É nativa de países como a Guatemala, as Honduras, a Nicarágua e o México.




Cultivo: Tem as exigências de cultivo como a maioria das espécies deste género. Está num vaso médio, em substrato composto por casca de pinheiro grossa e argila expandida.
É cultivada na estufa aquecida, numa das zonas com a luminosidade mais intensa (nunca recebendo sol direto), em local bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar.
Rego cerca de duas vezes por semana, nas estações mais quentes e secas do ano (Primavera/Verão e primeira metade do Outono), reduzindo consideravelmente o número de regas durante o resto do ano. Em pleno Inverno rego apenas uma a duas vezes por mês.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre em doses pouco concentradas (metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dendrobium fimbriatum var. oculatum

Dendrobium fimbriatum var. oculatum é uma belíssima espécie deste tão diversificado género. É uma planta de grande porte, de pseudobulbos finos e alongados, podendo atingir mais de um metro e meio de altura. As suas inflorescências surgem, geralmente, nos pseudobulbos mais velhos, já sem folhas.

Família: Orchidaceae      Género: Dendrobium      Espécie: fimbriatum     var. oculatum

Habitat natural: Espécie que se desenvolve de forma epífita, litófila ou terrestre, em florestas húmidas, mistas e de coníferas, em altitudes que podem oscilar entre os 800 e os 2400 metros. É oriunda de uma vasta zona da Ásia, de países como a China, Bangladesh, Índia, Nepal, Butão, Birmânia, Tailândia, Malásia, Laos e Vietname.




Cultivo: É uma espécie ideal para ambiente temperado/frio. Está cultivada num vaso médio, em casca de pinheiro média e argila expandida. O ambiente possui boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade do ar (quase sempre acima dos 50 a 60%).
Desde que utilizado um substrato que garanta uma boa drenagem, as regas devem ser frequentes e abundantes durante a fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos, até à sua completa maturação. A partir daí reduzir substancialmente. Necessita de choque térmico (diferença considerável de temperatura entre o dia e a noite) e de stress hídrico (cerca de dois meses sem rega no Inverno), para poder florir regularmente.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas (cerca de metade da dose indicada, por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=57763

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Gomesa croesus




Adquiri esta espécie há uns anos atrás, vindo identificada como Oncidium croesus. Atualmente, com as constantes alterações no domínio da taxonomia, esta passou a designar-se Gomesa croesus, segundo a World Checklist of Selected Plant Families (WCSP), podendo ainda a designação anterior continuar a usar-se, mas apenas como um sinónimo.

Alterações à parte, esta é uma das espécies mais bonitas deste género, sendo uma planta de pequeno porte, com flores vistosas e belamente coloridas, de formas bem típicas para este género.
Cultivada na estufa temperada quente, montada numa pequena placa de cortiça, com bons índices de humidade.

Planta epífita, nativa do Brasil (de Pernambuco, até ao Rio de Janeiro) e de mais algumas zonas da América do Sul, desenvolvendo-se em habitats de baixa e média altitude.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Dendrobium wardianum

O Dendrobium wardianum é uma espécie de médio a grande porte, de pseudobulbos relativamente finos e alongados (cerca de 60 cm de comprimento), eretos ou pendentes, decíduos quando maduros. Floresce sempre nos pseudobulbos do ano anterior, quando estes se encontram já sem folhas nenhumas. As inflorescências surgem dos nódulos laterais, com flores grandes e vistosas, perfumadas e de longa duração.

Família: Orchidaceae      Género: Dendrobium     Espécie: wardianum  

Habitat natural: Esta é uma espécie que geralmente se desenvolve de forma epífita, ocasionalmente como litófila, em florestas verdejantes de média altitude, entre os 1000 e os 2000 metros. Encontra-se distribuído por uma vasta zona da Ásia, em países como a China (Yunnan), a Índia (Assam), a Birmânia, a Tailândia e o Vietname.





Cultivo: Está num pequeno vaso suspenso, com casca de pinheiro grossa. É também uma espécie ideal pra ser cultivada montada.
Está todo o ano na estufa temperada, podendo contudo suportar algum frio, em local com excelente luminosidade, mas sem sol direto. O ambiente tem um bom teor de humidade do ar e boa ventilação.
Necessita de um stress hídrico no Inverno, passando por um período sem regas, para poder florir com regularidade. Após o final do Inverno retomar as regas regulares, aumento estas consideravelmente quando o tempo for quente e seco, para assim poder desenvolver pseudobulbos fortes e saudáveis.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada para cada litro de água utilizada). No Inverno suspendo todas as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=59484

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Maxillaria arbuscula

A Maxillaria arbuscula é uma das espécies miniatura deste tão diversificado e fascinante género. Pela beleza da sua planta, bem como das suas florações, merece um lugar de destaque entre todas as outras. É ideal para quem tem problemas de espaço nos seu orquidário. Pode florir em qualquer época do ano, sempre com inflorescências solitárias.

Família: Orchidaceae        Género: Maxillaria       Espécie: arbuscula

Habitat natural: Espécie que geralmente se desenvolve de forma terrestre, em montanhas de altitude elevada, entre os 1500 e os 3100 metros, na Bolívia, no Peru e no Equador.



Cultivo: Embora podendo ser cultivada em vaso, esta minha planta está montada numa pequena placa de cortiça e um pouco de fibra de coco. Está na estufa temperada, em lugar sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar. É contudo uma espécie que pode ser cultivada em estufa fria ou mesmo no exterior, desde que não esteja exposta ao sol direto e às geadas de Inverno.
Se cultivada montada, exige regas frequentes nas estações mais quentes e secas e mais espaçadas no Inverno, de forma a manter a planta sempre hidratada.
Aplico fertilizações uma a duas vezes por semana, com o fertilizante Akerne Rain Mix, sempre com metade ou pouco mais de metade da dose indicada no rótulo pelo fornecedor. Como sempre, é preferível aumentar o número de aplicações e reduzir à concentração por cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=122318

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Maxillaria sanderiana var. xanthina

A Maxillaria sanderiana var. xanthina é uma variedade muito rara desta espécie. Mantendo as mesmas formas, tamanho e texturas da espécie tipo, difere, contudo, no seu belo e invulgar colorido, o que a torna uma espécie apetecível para qualquer colecionador.

Família: Orchidaceae      Género: Maxillaria     Espécie: sanderiana    var. xanthina

Habitat natural: Espécie que tanto se pode desenvolver como planta epífita, como litófila e como terrestre, em montanhas de altitude média, sendo esta variedade proveniente do Equador, podendo também encontrar-se no Peru.




Cultivo: Enquanto a espécie tipo suporta temperaturas bem frias, esta variedade requer ambientes ligeiramente mais quentes, estando a ser cultivada na minha estufa aquecida.
O ambiente de cultivo é bem sombreado (nunca devendo receber sol direto), com elevado teor de humidade do ar e boa ventilação.
Deverá ser cultivada em cesto suspenso, perfurado, de média dimensão, sendo uma planta que atinge portes consideráveis.
O substrato é uma mistura à base de casca de pinheiro média e fina (70 %-Orchiata), argila expandida (20%) e perlite (10%). As percentagens são meramente indicativas.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, adequando estas a cada estação do ano, nunca deixando secar totalmente entre regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Cattleya longipes x Cattleya ghillanyi




Adquiri esta planta há cerca de dois anos atrás como sendo um híbrido primário entre a Cattleya longipes e a Cattleya ghillanyi. Não tendo a certeza absoluta se a identificação está devidamente correta, constato, contudo, ser um belíssimo híbrido; de belo colorido, boa forma e inflorescências multiflorais bem compostas.

É cultivada montada numa pequena placa de madeira, nas mesmas condições ambientais de todas as outras plantas do género Cattleya: estufa temperada quente, boa luminosidade, mas sem sol direto, boa ventilação e elevado teor de humidade do ar.