quarta-feira, 28 de março de 2018

Cymbidium wenshanense

Cymbidium wenshanense é uma espécies mais raras deste género, sendo uma planta de médio porte, com flores lindíssimas, exóticas e bem perfumadas. É difícil de encontrar nos mais diversificados circuitos comerciais para orquidófilos, podendo ter a sorte de ser observada numa ou noutra exposição europeia.

Família: Orchidaceae        Género: Cymbidium        Espécie: wenshanense

Habitat natural: É uma espécie que geralmente se manifesta de forma epífita, em árvores de florestas entre os 1000 e os 1500 metros de altitude, em Yunnan, província da China e no Norte do Vietname.




Cultivo: É cultivado todo o ano na estufa fria, onde as temperaturas descem até aos dois a três graus, em local mediamente sombreado, nunca recebendo sol direto. O ambiente de cultivo é bem ventilado e com elevado teor de humidade de ar. 
Utilizo um vaso alto e estreito e um substrato à base de casca de pinheiro média e fina (cerca de 70%), argila expandida (cerca de 20%) e perlite (cerca de 10%). Estas percentagens são meramente indicativas.
A periodicidade das regas deve ser a necessária para manter o substrato apenas húmido, não sendo conveniente deixar secar por períodos prolongados de tempo.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas (metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água). No Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

quarta-feira, 14 de março de 2018

Maxillaria oreocharis

A Maxillaria oreocharis é uma espécie de pequeno  a médio porte, de crescimento ascendente, composta por pequenos  pseudobulbos lateralmente achatados, trazendo no seu ápice uma única folha, linear lanceolada. Como é típico deste género, as inflorescências são solitárias, com pequenas  flores belamente coloridas, de cerca de 3 cm.

Família: Orchidaceae        Género: Maxillaria        Espécie: oreocharis

Habitat natural: Espécie epífita, que se desenvolve em florestas montanhosas, chuvosas e húmidas, de média e baixa altitude, entre os 100 e os 1100 metros. É  nativa de países como a Costa Rica, a Nicarágua e o Panamá.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa temperada quente, em local mediamente sombreado, com boa ventilação e elevado teor de humidade do ar. A planta está montada numa pequena placa de cortiça, com alguma fibra de coco a envolver as raízes. Opcionalmente, também poderá ser cultivada em vaso.
Como é cultivada em placa, as regas devem ser frequentes e abundantes, quase diárias nas estações mais quentes e secas do ano. No Inverno reduzir as regas, mas manter uma certa periocidade das mesmas, para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, com cerca de metade, ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor/fabricante, por cada litro de água aplicado. No Inverno deixo de fertilizar.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

WCSP (2018) 'World Checklist of Selected Plant Families'. Facilitated by the Royal Botanic Gardens, Kew. Published on the Internet; http://wcsp.science.kew.org/ Retrieved 14 March 2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

Cattleya mantiqueirae

A Cattleya mantiqueirae é mais uma espécie que é mais conhecida, nos meios orquidófilos, pelo seu sinónimo Sophronitis mantiqueirae. Esta espécie apresenta algumas semelhanças com a Cattleya coccinea, sendo contudo uma planta ligeiramente menor e com algumas diferenças na estrutura do labelo e das restantes pétalas e sépalas. 
São plantas de pequeno porte, com pseudobulbos longos, fusiformes ou elipsoides, com uma única folha no ápice destes, de consistência coriácea, ovalada lanceolada, de cor verde escura na face superior e avermelhada na face posterior. As suas inflorescências são solitárias e com um porte geralmente compreendido entre os 4  e os 5 cm.

Família: Orchidaceae        Género: Cattleya        Espécie: mantiqueirae

Habitat natural: Espécie que, no seu habitat natural, se desenvolve como planta epífita, geralmente em árvores cobertas de líquenes ou de musgos, no Sul e Sudeste do Brasil, em altitudes que podem oscilar entre os 1200 e os 1900 metros.




Cultivo: Cultivo esta espécie montada numa pequena placa de cortiça, na estufa fria, ao logo de todo o ano e onde as temperaturas descem, por vezes, até aos 3 a 4 graus centígrados. O ambiente de cultivo é sempre moderadamente sombreado, bem ventilado e com elevador teor de humidade do ar.
Com este tipo de cultivo, rego com frequência nas estações mais quentes e secas do ano (Primavera, Verão e parte do Outono), geralmente em dias alternados. No Inverno, sobretudo quando o tempo vai frio e chuvoso, reduzo drasticamente as regas, mantendo apenas as necessárias para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

WCSP (2018). 'World Checklist of Selected Plant Families. Facilitated by the Royal Botanic Gardens, Kew. Published on the Internet; http://wcsp.science.kew.org/ Retrieved 7 March 2018.'

sexta-feira, 2 de março de 2018

À Volta das Orquídeas 8

À Volta das Orquídeas é um evento organizado anualmente pela AOSP - Associação de Orquídeas Silvestres - Portugal, em diferentes partes do país, com a finalidade de dar a conhecer e sensibilizar para diferentes temáticas relacionadas com o ambiente e a proteção ambiental, com especial destaque para as orquídeas silvestres existentes em Portugal. Parte do evento é aberto ao público em geral, reservando-se as saídas de campo exclusivamente para associados.

Este ano já vai na sua 8ª edição e, desta feita, realizar-se-á no Concelho de Vila Viçosa - Alentejo, nas instalações da Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro.


quinta-feira, 1 de março de 2018

9ª Exposição/Venda Internacional de Orquídeas do Porto


A 9ª Exposição/Venda Internacional de Orquídeas do Porto pode ser visitada nos dias 16, 17, e 18 de Março 2018, na EXPONOR, em Leça da Palmeira - Matosinhos

A entrada tem um custo de 3,00€ por pessoa, sendo gratuita para todos os sócios da A.P.O. com as quotas em dia.

Expositores: Consultar - http://www.lusorquideas.com/

Horário:  Todos os dias das 10h  às 19h

EXPONOR - Feira Internacional do Porto, Av Dr António macedo, 574 - Leça da Palmeira, 4454-515 - Matosinhos - Portugal

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dendrobium parvulum

O Dendrobium parvulum é uma das espécies mais pequenas deste tão vasto e diversificado género, o que faz dela uma verdadeira miniatura. É uma planta composta por pequeníssimos pseudobulbos (cerca de 1 cm),  globosos, elipsoides a ovoides, comportando no seu ápice duas folhas carnudas, dispostas em direções opostas, elíptico lanceoladas e de cor verde escura. As suas inflorescências são curtas, geralmente compostas por 1 a 3 pequeníssimas flores de longa duração, que surgem dos pseudobulbos já sem folhas, de cor algo variável, sendo a mais comum a cor branca e muito raramente azuladas ou rosadas. 

Família: Orchidaceae       Género: Dendrobium        Espécie: parvulum

Habitat natural: Espécie que se desenvolve de forma epífita, nas florestas entre os 600 e os 2600 metros de altitude, em Sulawesi, nas Celebes e em Papua Nova Guiné. 




Cultivo: Esta minha planta está cultivada montada num pequeno tronco de cortiça, numa pequena "cama" de musgo, com boa evolução, ao longo dos três anos que está comigo. Está todo o ano na estufa temperada quente, em ambiente com boa luminosidade (sombra moderada), bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar. Como é uma planta proveniente de altitudes consideráveis poderá também ser cultivada em ambientes mais frescos.
Rego com frequência quase diária nas estações mais quentes e secas do ano, espaçando estas consideravelmente durante o Inverno. Se cultivada em vaso, necessitará de menos regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, colocando apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litros de água. Na Primavera e Verão aplico uma a duas vezes por semana, reduzindo no Outono e suspendendo durante o Inverno.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=58646

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Cattleya coccinea

A Cattleya coccinea é claramente mais conhecida, nos meios orquidófilos, pelo seu sinónimo Sophronitis coccinea. É uma espécie miniatura que foi amplamente utilizada na produção de imensos híbridos, com o objetivo de reduzir consideravelmente o tamanho das plantas e ainda de conseguir florações com cores intensas e vivas.

Família: Orchidaceae      Género: Cattleya      Espécie: coccinea

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve como planta epífita, por vezes como litófila, em florestas tropicais de zonas algo montanhosas, entre os 650 e os 1670 metros de altitude, junto à costa do sudeste do Brasil (Mata Atlântica).




Cultivo: Está montada numa pequena placa de cortiça, em local sombreado, bem ventilado e com alto teor de humidade, permanecendo todo o ano na estufa fria, onde as temperaturas descem, por vezes, muito próximo dos zero graus. Já havia experimento o cultivo em vaso sem sucesso.
Rego com frequência quase diária, nas primeiras horas da manhã, nas estações mais quentes e secas do ano, espaçando consideravelmente o número de regas durante o Inverno e sendo estas apenas as necessárias para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor/vendedor. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.


http://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=35860