domingo, 25 de outubro de 2020

Cattleya Landate

A Cattleya Landate é um híbrido primário entre as espécies Cattleya aclandiae e a Cattleya guttata, cujo cruzamento data já de 1966 e sendo atribuído a Rod McLellan. Trata-se já da segunda floração deste meu exemplar, em 2020, mantendo a beleza e as caraterísticas das suas "progenitoras", sendo uma planta de tamanho médio, de fácil acomodação. Adapta-se bem às mesma condições de cultivo da generalidade das espécies deste género, tanto no que toca a luminosidade, como ao teor de humidade relativa e ao número de regas e fertilização.



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Cattleya praestans

A Cattleya praestans é uma planta miniatura/pequeno porte, de pseudobulbos alongados e com uma única folha apical, oblongo lanceolada e algo coriácea. As suas inflorescências podem ter uma a duas flores, de tamanho considerável, comparativamente com o porte da planta.

É uma espécie nativa dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, no Brasil, onde vegeta como planta epífita, em florestas cujas altitudes podem oscilar entre os 700 e os 900 metros.

Cultivo esta planta montada num pequeno pedaço de madeira, na estufa temperada quente, em local com sombra parcial, mas com luminosidade intensa, O ambiente de cultivo possui boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. 

Durante as estações mais quentes e secas do ano rego 3 a 4 vezes por semana, reduzindo drasticamente nos períodos mais frios e chuvosos. Para quem a cultiva em vaso o número de regas deverá ser claramente inferior. Logo desde o início da Primavera e até meados do Outono, aplico 2 a 3 vezes por semana o fertilizante Akerne's Rain Mix, sempre com doses de baixa concentração, apenas metade das gramas aconselhadas para cada litro de água. Durante o resto do ano suspendo as fertilizações.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/laelpraestans.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374631

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Bulbophyllum annandalei

O Bulbophyllum annandalei é uma das espécies deste género que tolera temperaturas um pouco mais baixas, sendo uma planta compacta, com pseudobulbos cónicos e uma única folha apical, bem espessa. Produz belas inflorescências, longas e em forma de umbela. É uma planta epífita, proveniente da Malásia e da Tailândia, desenvolvendo-se em florestas situadas à volta dos 1000 metros de altitude.

O cultivo é feito em estufa temperada, com as mínimas à volta dos 10 a 12 graus e  as máximas entre os 32 a 34 graus. O ambiente de cultivo possui um elevado teor de humidade relativa (entre 60 a 70%), sombra parcial e boa ventilação.

Utilizo um vaso baixo e largo, em suspensão, com um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média e fina, argila expandida e uma percentagem mais reduzida de esfagno e perlite. 

As regas devem ser as necessária para manter o substrato apenas ligeiramente húmido, sendo mais frequentes durante o tempo quente e seco e bastante mais espaçadas durante os períodos mais frios chuvosos, evitando mesmo regar se o tempo for demasiado frio e húmido. Fertilizo com o Akene´s Rain Mix, duas a três vezes por semana, aplicando apenas metade da dose aconselhada para cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo todas as fertilizações.


 

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/bulbanandalaei.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=25164

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Grosourdya appendiculata

A Grosourdya appendiculata é uma espécie miniatura, sem pseudobulbos, de crescimento monopodial, tal como as vandáceas. É uma planta epífita, que se desenvolve sobre os galhos das árvores, em florestas de zonas ribeirinhas, planícies e colinas, de baixa e média altitude, entre os 50 e os 1200 metros. Pode ser observada, no seu estado natural, em países como a China, o Vietname, a Birmânia, a Tailândia, a Malásia e as ilhas de Andaman, Java, Sumatra e Filipinas.

Cultivo esta miniatura montada numa pequena placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local bem sombreado, com boa ventilação e elevado teor de humidade relativa (à volta dos 60 a 70%).

Necessita de ser regada com frequência nas estações mais quentes e secas, quase diariamente, espaçando bastante o número de regas se o tempo for mais frio e chuvoso. Nesta altura, basta pulverizar as raízes apenas uma vez por semana ou ainda menos. Fertilizo semanalmente, duas a três vezes, utilizando o Akerne´s Rain Mix. Aplico sempre doses de baixa concentração, cerca de metade da dose aconselhada no rótulo por cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e durante o Inverno suspendo todas as fertilizações.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/grosappenduculata.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Cattleya pumila

A Cattleya pumila, ex Laelia pumila, é uma espécie miniatura, unifoliada, com pseudobulbos alongados e ovoides, cujas inflorescências podem ter uma a duas flores de porte considerável, para o tamanho da planta. É uma espécie epífita, que se desenvolve em florestas algo sombrias e húmidas, de baixa e média altitude, entre os 600 e os 1300 metros, no Brasil.

Cultivo esta planta montada numa placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local medianamente sombreado, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação. 

Durante as estações mais quentes e secas do ano rego com frequência, de forma a manter a planta sempre bem hidratada. Durante os períodos mais frios e chuvosos rego muito espaçadamente. Ao longo da maior parte do ano aplico como fertilizante o Akerne's Rain Mix, com doses de baixa concentração, apenas metade do aconselhado, por cada litro de água. Durante s segunda metade do Outono e  o Inverno suspendo todas as fertilizações.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/laeliapumila.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Cattleya maxima f. alba

A Cattleya maxima f. alba é uma variedade pouco comum desta espécie unifoliada, sendo uma planta ligeiramente mais pequena do que a espécie tipo. É nativa das florestas de baixa e média altitude, do Equador, da Colômbia, do Peru e da Venezuela.

É cultivada montada numa pequena placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local com excelente luminosidade, mas sempre com sombra parcial. O ambiente de cultivo possui elevado teor de humidade relativa e boa ventilação.

Rego com frequência nas estações mais quentes e secas do ano (3 a 4 vezes por semana), espaçando consideravelmente o número de regas nas estações frias e chuvosas. Se cultivada em vaso o número de regas deverá ser inferior.

Fertilizo com o Akerne´s Rain Mix, duas a três vezes por semana, aplicando apenas cerca de metade da dose aconselhada no rótulo, por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações, retomando logo no início da Primavera.




Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/catleyamaxima.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=36026

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Paphiopedilum herrmannii

O Paphiopedilum herrmannii, também conhecido por alguns autores como Paphiopedilum x herrmannii, é considerado um híbrido natural entre o Paphiopedilum helenae e o Paphiopedilum hirsutissimum var. esquirolii. É uma espécie de pequeno porte, que ocorre em florestas mistas e solos calcários, em altitudes entre os 700 e os 950 metros, no norte doVietname.

Cultivo esta planta na estufa temperada/quente, em local sombreado, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação. Utilizo um vaso pequeno e um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média, argila expandida, perlite e alguma matéria orgânica. Costumo adicionar uma pequena percentagem de um componente, como cascas de conchas partidas, para elevar o pH do solo.

Adequo o número de regas a cada estação, sendo apenas as necessárias para manter o substrato ligeiramente húmido, durante todo o ano. Fertilizo 2 a 3 vezes por semana, durante Primavera e o Verão, sempre com doses de baixa concentração  (metade da dose indicada no rótulo para cada litro de água). Durante o Inverno aplico pouquíssimas fertilizações e suspendo sempre que o tempo esteja frio e chuvoso.



Referências bibliográficas:

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/paphxhermanii.htm