quinta-feira, 25 de março de 2021

Maxillaria rodrigueziana

A Maxillaria rodrigueziana é uma espécie nativa do Panamá e da Costa Rica, onde se desenvolve como planta epífita, crescendo sobre os troncos de árvores, em florestas nubladas, situadas à volta dos 600 metros de altitude. É uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovoides, com uma folha apical, de pecíolo longo e elíptica lanceolada. As flores surgem na Primavera, com cerca de 6 cm de dimensão e perfumadas.

Cultivo esta espécie na estufa temperada quente, em local bem sombreado, com boa ventilação e um elevado teor de humidade relativa, entre os 60 a 80%.  Utilizo um vaso pequeno e uma mistura de casca de pinheiro média (70%) e argila expandida (30%).

Rego o necessário para manter o substrato apenas ligeiramente húmido, podendo este secar ligeiramente entre regas, mas nunca por períodos prolongados de tempo. Fertilizo com o Akerne's Rain Mix, 2 a 3 vezes por semana, sempre com apenas cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor, em cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e no Inverno deixo de fertilizar e rego apenas o restritamente necessário.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

segunda-feira, 8 de março de 2021

Dendrobium jonesii

O Dendrobium jonesii é mais uma das espécies provenientes da Austrália, vegetando nas montanhas de Queensland, em altitudes que podem variar entre os 150 e os 1400 metros, em locais bem expostos e com luminosidade intensa.

Cultivo esta planta na estufa temperada, em vaso médio, com um substrato composto por casca de pinheiro média e grossa e argila expandida. O ambiente de cultivo tem boa luminosidade, sem sol direto, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. Rego com regularidade durante as estações mais quentes e secas do ano, respeitando um período de repouso durante o Inverno, importante para haver florações regulares. Fertilizo na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos, até à sua completa maturação.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Rhyncholaelia glauca

A Rhyncholaelia glauca é uma planta com pseudobulbos oblongo fusiformes, com uma única folha apical, ereta, oblongo elíptica e coriácea. As suas inflorescências surgem no final do Inverno e na Primavera, a partir de uma espata e comportam apenas uma única flor por haste, perfumada e de longa duração.

É uma espécie epífita, que vegeta em florestas montanhosas, pouco densas, situadas em altitudes que podem oscilar entre os 700 e os 1600 metros, em vários estados do México, na Guatemala e nas Honduras.

Cultivo esta planta montada num  pedaço de cortiça, em estufa temperada quente, no local com a luminosidade mais intensa, sobretudo durante o Inverno. O ambiente é também bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.  Durante a Primavera e o Verão rego 4 a 5 vezes por semana, reduzindo consideravelmente durante o resto do ano e de acordo com as condições climatéricas. Aplico o fertilizante Akerne's Rain Mix, duas três vezes por semana, com apenas metade da dose indicada nas instruções, para cada litro de água. Durante segunda metade do Outono e no Inverno suspendo todas as fertilizações.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

sábado, 23 de janeiro de 2021

Dendrobium cymbidioides

O Dendrobium cymbidioides é uma espécie de pequeno a médio porte, com pseudobulbos ovoides e duas folhas apicais. As suas inflorescências são relativamente longas e comportam várias flores, com cerca de 3,5 cm cada uma, sendo ligeiramente perfumadas e de longa duração.

É uma planta que se desenvolve de forma epífita, na Península da Malásia e nas ilhas de Sumatra e de Java, cujos habitats se situam em florestas com altitudes que podem oscilar entre os 2200 e os 2800 metros acima do nível do mar.

Este meu exemplar é cultivado montado numa placa de cortiça, em ambiente temperado a frio, com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. Opcionalmente, pode ser cultivado em vaso, utilizando um substrato para epífitas. Como é cultivada montada, rego e fertilizo com muita frequência, na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos, reduzindo drasticamente na estação mais fria e chuvosa do ano. Como fertilizante utilizo sempre o Akerne´s Rain Mix, em doses de baixa concentração.




Referências bibliográficas: 

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Laelia anceps var. semi alba

A Laelia anceps é uma espécie que se desenvolve de forma epífita, por vezes como litófila, em plantações de café, pastagens e florestas mistas (carvalhos e pinheiros), em altitudes que podem oscilar entre os 500 e os 1500 metros, muitas vezes expostas ao sol, sendo nativas do México e das Honduras. É uma planta de médio porte, com pseudobulbos alongados e oblongos, ligeiramente achatados e com nervuras longitudinais, geralmente com uma folha apical, muito raramente duas. As suas inflorescências são longas, podendo atingir 1,20m, sendo compostas, em regra, por 2 a 4 flores de tamanho considerável, apresentando alguma variabilidade na forma e sobretudo nas cores.

É uma espécie que pode ser cultivada preferencialmente montada, tendo como alternativa um vaso ou um cesto, desde que utilizado um substrato próprio para epífitas. Suporta bem ambientes temperados, assim como mais frios, adaptando-se razoavelmente bem ao frio do nosso Inverno, desde que não esteja exposta a geadas. Requer ambientes com forte luminosidade, suportando mesmo algum sol direto.

Regas e fertilizações regulares na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos, até à sua completa maturação.  Reduzir estas substancialmente a partir da segunda metade do Outono e durante o Inverno.




Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Epidendrum porpax

O Epidendrum porpax é uma espécie miniatura, sendo uma planta sem pseudobulbos, proveniente de florestas montanhosas e húmidas, situadas entre os 400 e os 1800 metros de altitude. Aí se desenvolve como epífita, estando distribuída por diversos países; como o México, Guatemala, Honduras, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Brasil e Peru.

Tanto pode ser cultivada em vaso, como montada, ou ainda em cesto suspenso, nestes casos utilizando um substrato próprio para epífitas. Aprecia um ambiente temperado, algo sombreado, com elevado teor de humidade relativa e bem ventilado. O número de regas devem ser adequadas à forma de cultivo, necessitando, obrigatoriamente, de maior frequência se cultivada montada. Como não tem pseudobulbos, devem evitar-se períodos prolongados de seca entre regas.  Pode ser fertilizada ao longo de quase todo o ano, sempre com doses pouco concentradas.




Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cattleya walkeriana 'Dayane Wenzel x Pink Smiles'

Esta é a primeira floração desta Cattleya walkeriana 'Dayane Wenzel x Pink Smiles', adquirida à Florália, numa exposição de Lisboa, em 2016. Considero um bom exemplar desta magnífica espécie, de floração invernal. É cultivada montada num pedaço de madeira, nas mesmas condições da generalidade das outras espécies deste género.