sábado, 30 de novembro de 2019

Epidendrum fimbriatum

O Epidendrum fimbriatum é uma das espécies mais pequenas deste vasto género, cujas flores não ultrapassam os 0,8 cm a 1cm de envergadura. É uma planta sem pseudobulbos, apresentando um caule ereto, alongado, com pequenas folhas, dispostas alternadamente ao longo de toda a sua extensão. As suas inflorescências surgem a partir do ápice do caule e as flores vão abrindo sucessivamente ao longo de vários meses, fazendo com que se mantenha florida a maior parte do ano.

Família: Orchidaceae        Género: Epidendrum        Espécie: fimbriatum

Habitat natural: É uma espécie de desenvolvimento terrestre ou litófilo, em florestas montanhosas, sempre com nuvens e húmidas, entre os 1100 e os 3700 metros de altitude. É nativa de diversos países da América do Sul; como a Venezuela, a Bolívia, o Peru, o Equador e a Colômbia.




Cultivo: É uma espécie que tanto pode ser cultivada em vaso como montada, em ambientes temperados frios, bem sombreados, com um elevado nível de humidade relativa e boa ventilação. Devemos evitar que esteja exposta a temperaturas elevadas, sobretudo acima dos 30 graus.
As suas raízes deverão manter-se em suportes bem arejados (vaso ou montadas), sempre húmidas, mas nunca encharcadas.
Fertilizo regularmente, duas a três vezes por seman, sempre com doses de baixa concentração; apenas metade da dose indicada no rótulo por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/epifimbriatum.htm

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Cymbidium erythrostylum

O Cymbidium erythrostylum é uma espécie de médio porte, que se desenvolve de forma epífita, por vezes como litófila ou terrestre, nas florestas do Vietname, em altitudes que se situam à volta dos 1500 metros. 
É uma planta para ser cultivada em ambientes frios, algo sombreados e com boa ventilação, utilizando um substrato semelhante ao de outras epífitas, podendo adicionar-se alguma perlite e uma pequena percentagem de turfa.. É importante manter o substrato sempre ligeiramente húmido, nunca encharcado. Pode, contudo, secar por curtos períodos de tempo entre regas. 
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fabricante para cada litro de água. Durante o inverno deixo de fertilizar.





Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/cymerythrostylum.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Cattleya cernua

A Cattleya cernua (Ex Sophronitis cernua) é uma espécie miniatura proveniente do sudeste do Brasil, podendo também ser encontrada na Bolívia e no Paraguai. Desenvolve-se como planta epífita, ocasionalmente como litófila, em habitas de baixa altitude.

Está cultivada montada numa pequena placa de cortiça, em ambiente temperado, com mínimas de 8 a 10 graus e máximas de 30 a 33 graus. O local de cultivo tem boa luminosidade, sem sol direto, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa.

Rego as vezes necessárias para manter a planta sempre hidratada, sendo o número de regas frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e bastante mais espaçadas durante o Inverno.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada para cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações.





Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/sophronitiscernura.htm
WCSP (2019). 'World Checklist of Selected Plant Families. Facilitated by the Royal Botanic Gardens, Kew. Published on the Internet; http://wcsp.science.kew.org/ Retrieved 11 November 2019.'

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Cattleya Aloha Case v. 'semi-alba'

A Cattleya Aloha Case é um dos mais belos híbridos do género Cattleya, registado em 1994 por J. Woltmon. Este é resultante de um cruzamento da Cattleya Mini Purple com a Cattleya walkeriana
Sendo a Cattleya Mini Purple um cruzamento direto entre a Cattleya pumila e a Cattleya walkeriana, resulta que a Cattleya Aloha Case possui, em termos estimados, 75% dos genes da Cattleya walkeriana e 25% dos genes da Cattleya pumila, daí maiores semelhanças, na planta e na floração, com a espécie com maior influência neste híbrido. 




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Stanhopea nigripes

A Stanhopea nigripes é uma planta de médio porte de pseudobulbos ovoides/piriformes, sulcados e com uma folha apical lanceolada e coriácea. As suas inflorescências pendentes podem possuir até 8 flores por haste, sendo estas fortemente perfumadas e surgindo dos pseudobulbos já maduros.

Família: Orchidaceae          Género: Stanhopea         Espécie: nigripes

Habitat natural: Esta é uma espécie epífita proveniente do Peru, onde se desenvolve em florestas chuvosas e húmidas, muitas vezes nubladas e situadas em zonas montanhosas, entre os 800 e os 1900 metros de altitude.





Cultivo: É cultivada na estufa fria, em local onde as temperaturas mínimas podem descer ligeiramente abaixo dos 8 graus durante o Inverno. O ambiente de cultivo é sempre sombreado, com boa ventilação e elevado teor de humidade relativa (entre os 70 e os 80%).
Utilizo um cesto suspenso forrado pelo exterior a musgo/esfagno e um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida (20%) e alguma perlite (10%).
As regas devem ser adequadas às diferentes estações do ano, regando de forma a manter o substrato sempre húmido, sem secar completamente entre regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/stannigripes.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Maxillaria alba

A Maxillaria alba é uma planta de médio porte, cujos rizomas se desenvolvem na vertical, com flores relativamente pequenas (3 cm) e completamente brancas. Esta espécie é proveniente de países como o Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guianas, Trinidad e Tobago, Cuba, Jamaica, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, Belize, Honduras, Guatemala e México, manifestando-se em florestas de baixa altitude, quentes e húmidas.
É cultivada na estufa aquecida, com mínimas de Inverno de 12 graus e máximas de 32 graus. O local é sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa (entre os 70 e os 80%).
Está num vaso pequeno e num substrato composto por casca de pinheiro média (70%), argila expandida (20%) e perlite (10%), percentagens aproximadas.
Rego de forma a manter o substrato sempre ligeiramente húmido e fertilizo entre os meses de Março a Outubro, com suspensão total no Inverno.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/maxalba.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Nidema boothii

A Nidema boothii é uma espécie de pequeno porte, que se desenvolve como planta epífita, em florestas tropicais, desde o nível do mar até aos 1500 metros de altitude, no México, nos países da América Central e ainda na Colômbia.
Cultivo esta espécie montada numa placa de cortiça, num ambiente moderadamente sombreado, bem ventilado, com elevado teor de humidade relativa e com temperaturas mínimas de Inverno sempre acima dos 12 graus.
A frequência das regas deve adequar-se a cada estação do ano, de forma a manter a planta sempre bem hidratada. Com o tempo frio e chuvosos devem suspender-se as regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix duas vezes por semana, com doses de baixa concentração, suspendendo todas as aplicações durante o Inverno.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/nidemabooth.htm
https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=135470