quinta-feira, 29 de agosto de 2019

5ª Exposição Internacional de Orquídeas de Lisboa

Nos dias 27, 28 e 29 de Setembro de 2019 terá lugar, no Mercado do Forno do Tijolo, a 5ª Exposição Internacional de Orquídeas de Lisboa. Este evento, organizado pela APO, para além da habitual exposição das orquídeas dos associados, contará com a participação de inúmeros vendedores nacionais e estrageiros.  Para ver mais em pormenor, consultar o site: www.lusorquideas.com/.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Aerangis punctata

A Aerangis punctata é uma espécie nativa das ilhas de Madagáscar e Reunião, onde se desenvolve como planta epífita, sobre arbustos, em habitats que se situam nas florestas cujas altitudes se situam entre os 900 e os 1500 metros.
É uma planta miniatura, com folhas elípticas a oblongas, verde acinzentadas, com flores muito grandes, se comparadas com o total da planta e caraterizadas pelo seu longo esporão. Normalmente floresce no Verão.
Deve ser cultivada montada numa pequena placa de cortiça, em estufa aquecida, com as temperaturas mínimas sempre acima dos 12 graus e as máximas entre os 30 e os 34 graus. O ambiente de cultivo deve possuir boa luminosidade, sem sol direto, boa ventilação e um elevado teor de humidade relativa (entre os 60 a 80%).





Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/aerangispunctata.htm

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Cattleya harrisoniana 'Volcano Queen x Binot'

A Cattleya harrisoniana v. 'Volcano Queen x Binot' é um belíssimo exemplar, que se destaca pelas suas formas e coloração. É uma espécie bifoliada, de pseudobulbos longos, estreitos e cilíndricos, encimados por duas folhas elípticas a ovaladas e bem coriáceas. As suas inflorescências podem comportar de duas a seis flores cerosas, de longa duração e com um perfume muito agradável. Floresce, geralmente, no final do Verão.

Família: Orchidaceae     Género: Cattleya     Espécie: harrisoniana    v. 'Volcano Queen x Binot'

Habitat natural: A Cattleya harrisoniana é uma planta que se desenvolve de forma epífita, por vezes como litófila, geralmente sobre os arbustos de zonas pantanosas e húmidas, em alguns casos sobre rochas, no sudeste do Brasil.




Cultivo: Como a maioria das Cattleya que cultivo, esta está na estufa aquecida, em local parcialmente sombreado (com boa luminosidade), bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.
Utilizo um pequeno vaso e um substrato composto por uma mistura à base de 70% de casca de pinheiro grossa (2,5 a 3 cm) e 30% de argila expandida, garantindo, deste modo, uma drenagem rápida e eficaz, logo após as regas.
Rego duas a três vezes por semana nas estações mais quentes e secas do ano, reduzindo drasticamente durante o Inverno, nunca fazendo nesta estação mais do que uma rega semanal. Se o tempo for frio e chuvoso, rego apenas a cada 15 dias. Fora da fase de crescimento, necessita de muito pouca água.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix duas vezes por semana, desde o surgimento dos novos pseudobulbos até à época de floração. Aplico sempre doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante a maior parte do Inverno deixo de fertilizar, retomando pouco antes do início da Primavera.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/orphotdir/cattleharrisoniana.jpg
https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=35955

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Maxillaria arachnitiflora

A nova floração desta Maxillaria arachnitiflora foi desta vez mais abundante, em número de flores, formando um belo conjuntos de formas, cores e perfume (leve e adocicado).
É um espécie que é nativa da Costa Rica e do Panamá, de habitats quentes e húmidos, a ser cultivada em ambientes temperados/quentes todo o ano, mediamente sombreados, com boa ventilação e alto teor de humidade relativa.




sábado, 10 de agosto de 2019

Cattleya xanthina

A Cattleya xanthina (ex Laelia xanthina) é uma planta de médio porte, nativa do Brasil, onde vegeta de forma epífita, apresentando inflorescências longas que surgem normalmente no Verão, com belíssimas cores e formas.
É cultivada em estufa temperada/quente, montada num tronco de madeira. O espaço possui sombra moderada, mas com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. As restantes exigências de cultivo são semelhantes à generalidade das espécies deste género.




domingo, 28 de julho de 2019

Embreea rodigasiana

A Embreea rodigasiana é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovoides, com uma única folha apical, oblongo lanceolada a oblonga elíptica. As suas inflorescências surgem no Verão, sendo estas pendentes e com cerca de 10 a 25 cm de comprimento, com flores solitárias, grandes e carnudas, com um agradável perfume a especiarias, sendo estas de curta duração.

Família: Orchidaceae          Género: Embreeea          Espécie: rodigasiana

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas nubladas e extremamente húmidas, em habitats entre os 400 e os 1500 metros de altitude, sendo endémica de apenas uma região da Colômbia.





Cultivo: É uma orquídea para ser cultivada em ambientes temperados a temperados-quentes e bem sombreados. As temperaturas mínimas de Inverno não deverão descer abaixo dos 12 graus, podendo as máximas de Verão atingir os 32 a 33 graus. O ambiente de cultivo deve ainda possuir um elevado teor de humidade relativa, entre os 70 a 80%, com alguma ventilação.
Deve ser cultivada em cestos suspensos semelhantes aos do cultivo das Stanhopea, com um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida e perlite. O cesto pode ser "forrado" na parte exterior a esfagno.
O número de regas semanal deve ser adequado às diferentes estações do ano, de forma a manter apenas o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado. No Inverno regar o mínimo possível.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, aplicando em média duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Sempre que o tempo vai frio e chuvoso deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/embrodrigasiana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=66864

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Stanhopea ecornuta

A Stanhopea ecornuta é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovais, sulcados, com uma única folha apical, elíptica, com nervuras acentuadas na longitudinal. As suas inflorescências surgem a partir dos pseudobulbos já maduros, sendo geralmente compostas por poucas flores, 2 a 3 por haste floral, de considerável dimensão e bem perfumadas, sendo estas de muito curta duração.

Família: Orchidaceae         Género: Stanhopea         Espécie: ecornuta

Habitat natural: Esta espécie habita em florestas tropicais, sempre verdes e sombreadas, quentes e muito húmidas, em locais de baixa altitude, até cerca dos 300 metros. É nativa de países como a Costa Rica, a Nicarágua, o Panamá, as Honduras e a Guatemala.






Cultivo: É uma das espécies do género Stanhopea mais exigentes em temperatura e humidade. O local de cultivo deve ser aquecido, no caso do nosso país, com temperaturas mínimas sempre acima dos 12 a 14 graus e com grau permanente de humidade relativa à volta dos 70 a 80%. O ambiente deverá ser também ventilado e sempre sombreado.
É cultivada em vaso próprio para estas espécies, revestido a esfagno pelo exterior e com um substrato composto por uma mistura à base de casca de pinho média (60a 70%), argila expandida (20 a 30%) e alguma perlite (cerca de 10%).
O substrato deve ser mantido sempre húmido, mas sem encharcar. Desta forma, o número e a frequência das regas deve sempre ser adaptado às diferentes estações do ano e às diferentes condições meteorológicas.
Utilizo como fertilizante o Akerne Rain Mix, com duas a três aplicações semanais, sempre com doses de baixa concentração, utilizando em cada fertilização apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar, sobretudo se o tempo estiver frio e chuvoso.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/stanecornuta.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do