sábado, 10 de agosto de 2019

Cattleya xanthina

A Cattleya xanthina (ex Laelia xanthina) é uma planta de médio porte, nativa do Brasil, onde vegeta de forma epífita, apresentando inflorescências longas que surgem normalmente no Verão, com belíssimas cores e formas.
É cultivada em estufa temperada/quente, montada num tronco de madeira. O espaço possui sombra moderada, mas com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. As restantes exigências de cultivo são semelhantes à generalidade das espécies deste género.




domingo, 28 de julho de 2019

Embreea rodigasiana

A Embreea rodigasiana é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovoides, com uma única folha apical, oblongo lanceolada a oblonga elíptica. As suas inflorescências surgem no Verão, sendo estas pendentes e com cerca de 10 a 25 cm de comprimento, com flores solitárias, grandes e carnudas, com um agradável perfume a especiarias, sendo estas de curta duração.

Família: Orchidaceae          Género: Embreeea          Espécie: rodigasiana

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas nubladas e extremamente húmidas, em habitats entre os 400 e os 1500 metros de altitude, sendo endémica de apenas uma região da Colômbia.





Cultivo: É uma orquídea para ser cultivada em ambientes temperados a temperados-quentes e bem sombreados. As temperaturas mínimas de Inverno não deverão descer abaixo dos 12 graus, podendo as máximas de Verão atingir os 32 a 33 graus. O ambiente de cultivo deve ainda possuir um elevado teor de humidade relativa, entre os 70 a 80%, com alguma ventilação.
Deve ser cultivada em cestos suspensos semelhantes aos do cultivo das Stanhopea, com um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida e perlite. O cesto pode ser "forrado" na parte exterior a esfagno.
O número de regas semanal deve ser adequado às diferentes estações do ano, de forma a manter apenas o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado. No Inverno regar o mínimo possível.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, aplicando em média duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Sempre que o tempo vai frio e chuvoso deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/embrodrigasiana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=66864

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Stanhopea ecornuta

A Stanhopea ecornuta é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovais, sulcados, com uma única folha apical, elíptica, com nervuras acentuadas na longitudinal. As suas inflorescências surgem a partir dos pseudobulbos já maduros, sendo geralmente compostas por poucas flores, 2 a 3 por haste floral, de considerável dimensão e bem perfumadas, sendo estas de muito curta duração.

Família: Orchidaceae         Género: Stanhopea         Espécie: ecornuta

Habitat natural: Esta espécie habita em florestas tropicais, sempre verdes e sombreadas, quentes e muito húmidas, em locais de baixa altitude, até cerca dos 300 metros. É nativa de países como a Costa Rica, a Nicarágua, o Panamá, as Honduras e a Guatemala.






Cultivo: É uma das espécies do género Stanhopea mais exigentes em temperatura e humidade. O local de cultivo deve ser aquecido, no caso do nosso país, com temperaturas mínimas sempre acima dos 12 a 14 graus e com grau permanente de humidade relativa à volta dos 70 a 80%. O ambiente deverá ser também ventilado e sempre sombreado.
É cultivada em vaso próprio para estas espécies, revestido a esfagno pelo exterior e com um substrato composto por uma mistura à base de casca de pinho média (60a 70%), argila expandida (20 a 30%) e alguma perlite (cerca de 10%).
O substrato deve ser mantido sempre húmido, mas sem encharcar. Desta forma, o número e a frequência das regas deve sempre ser adaptado às diferentes estações do ano e às diferentes condições meteorológicas.
Utilizo como fertilizante o Akerne Rain Mix, com duas a três aplicações semanais, sempre com doses de baixa concentração, utilizando em cada fertilização apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar, sobretudo se o tempo estiver frio e chuvoso.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/stanecornuta.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Arundina graminifolia

A Arundina graminifolia  é uma planta de grande porte, podendo atingir mais de dois metros de altura. É conhecida como a orquídea bambu, por causa do seu caule fino e muito alto, com folhas alternadas, lanceoladas e acuminadas. As suas inflorescências surgem no ápice do caule, com flores solitárias que vão surgindo sequencialmente ao longo de várias semanas, fazendo lembrar as flores de uma Cattleya, sendo cada uma delas de curta duração e algo perfumadas.

Família: Orchidaceae          Género: Arundina          Espécie: graminifolia

Habitat natural: É uma espécie terrestre que se desenvolve em habitats desde o nível do mar até aos 1200 metros de altitude, sendo originaria da Ásia e tendo-se adaptado e naturalizado em vários locais da América Central e do Sul.




Cultivo: É uma orquídea para ser cultivada em locais temperados a quentes, podendo estar em pleno sol durante uma boa parte do dia. 
O substrato deverá ser semelhante ao das Sobralia, composto por casca de pinheiro média e fina, alguma argila expandida e turfa. Opcionalmente, pode adicionar-se também alguma perlite.
Aprecia o substrato sempre húmido, de verão e de Inverno, mas nunca encharcado.
É uma planta algo "gulosa", apreciando ao longo de todo o ano fertilizações regulares, mas nunca em doses exageradas em cada aplicação.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/arundinagraminifolia.htm

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Vanda falcata v. 'Dohui'

A Vanda falcata v. 'Dohui' é uma bonita variedade desta espécie, que se destaca pelo seu esporão levemente rosado. É uma planta miniatura, proveniente de habitats asiáticos, como o Japão, a Coreia e as Ilhas Ryukyu, podendo ser cultivada em ambientes temperados/frios. 



sexta-feira, 28 de junho de 2019

Cattleya forbesii 'Plukk'

A Cattleya forbesii ´Plukk' é um belíssimo 'clone' da C. forbesii, com uma planta de cerca de metade do porte da espécie tipo e com belíssimas pequenas flores, onde se destaca o seu maravilhoso labelo. É proveniente de algumas zonas do Brasil, junto à costa, sempre em habitats de baixa altitude. 
Requer ser cultivada em ambientes temperados a quentes, com boa ventilação, elevado teor de humidade relativa  excelente luminosidade (sem sol direto). Tanto pode ser cultivada montada, como em pequeno vaso. Quanta a regas e fertilizações, requer cuidados de cultivo semelhantes à generalidade das espécies deste género.



segunda-feira, 17 de junho de 2019

Bulbophyllum longiflorum ( Syn. Bulbophyllum eberhardtii)

O Bulbophyllum longiflorum é mais conhecido nos meios orquidófilos pelo seu sinónimo Bulbophyllum eberhardtii. É uma planta de pequeno porte, de pseudobulbos ovalados, encimados por uma única folha elíptica a oblonga. As suas hastes florais são muito compridas e compostas, na extremidade, por imensas flores, densamente dispostas em umbela.

Família: Orchidaceae         Género: Bulbophhyllum         Espécie: longiflorum

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas algo densas, cujas altitudes se situam entre os 1000 e os 1500 metros, em diversos países como a Birmânia, a Tailândia, a China e o Vietname.




Cultivo: Cultivo esta espécie na estufa temperada/quente, com temperaturas compreendidas entre os 12 e os 32 graus. Contudo, sendo uma espécie proveniente de habitats de altitude considerável, poderá suportar temperaturas mais baixas, com mínimas à volta dos 6 a 8 graus. O ambiente é bem sombreado o ano todo, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação.
Está num vaso suspenso, em substrato composto por casca de pinheiro média, argila expandida, alguma perlite e algum esfagno.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado, sendo estas mais frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e bastante mais espaçadas durante o Inverno.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, em média duas vezes por semana, sempre com apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

 http://orchidspecies.com/bulbeberhardtii.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904