domingo, 15 de novembro de 2020

Coelogyne nitida

A Coelogyne nitida é uma espécie que se desenvolve de forma epífita, por vezes como litófila, sobre as árvores ou sobre as rochas, em zonas montanhosas, entre os 1300 e os 2600 metros de altitude, no Nepal, no Butão, na Índia, na Birmânia, no Bangladesh, na China, na Tailândia e no Laos.

É uma planta ideal para ser cultivada em climas frios, podendo ser utilizado um cesto ou um vaso, com um substrato próprio para epífitas. Não aprecia as temperaturas elevadas do Verão, pelo que se deverá manter em local fresco, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa, durante esta época. Regar o necessário para manter a planta sempre hidratada e fertilizar regularmente na fase de desenvolvimento vegetativo da planta.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/coelnitida.htm

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Gongora grossa

A Gongora grossa é uma planta de médio a grande porte, com pseudobulbos sulcados, ovoides e com duas folhas apicais, largas, finas e plicadas. Na minha estufa tem florido sempre em pleno Outono. As hastes florais surgem a partir da base dos pseudobulbos já maduros, sendo longas e compostas por inúmeras flores, muito perfumadas.

É uma espécie epífita, proveniente de florestas húmidas tropicais, desenvolvendo-se em altitudes que podem oscilar entre os 50 e os 1300 metros. Pode ser observada, no seu estado natural, na Venezuela, no Sul da Colômbia e no Oeste do Equador.

Para se desenvolver bem e florir com regularidade, necessita de ser cultivada numa estufa temperada quente, onde as temperaturas mínimas nunca desçam abaixo dos 13 a 14 graus, mesmo durante o Inverno. As máximas deverão andar à volta dos 33 graus. O ambiente de cultivo é moderadamente sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa. 

Utilizo um vaso suspenso e um substrato para epífitas, composto por casca de pinheiro média e grossa (60 a 70%), argila expandida (20 a 30%) e alguma perlite (10%). Rego apenas o necessário para manter o substrato ligeiramente húmido, deixando secar entre regas, por períodos curtos de tempo. Se o tempo for frio e chuvosos rego o menos possível. Desde o início da fase de crescimento dos novos pseudobulbos, até à sua completa maturação, aplico o fertilizante Akerne´s Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/gongrossa.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

domingo, 25 de outubro de 2020

Cattleya Landate

A Cattleya Landate é um híbrido primário entre as espécies Cattleya aclandiae e a Cattleya guttata, cujo cruzamento data já de 1966 e sendo atribuído a Rod McLellan. Trata-se já da segunda floração deste meu exemplar, em 2020, mantendo a beleza e as caraterísticas das suas "progenitoras", sendo uma planta de tamanho médio, de fácil acomodação. Adapta-se bem às mesma condições de cultivo da generalidade das espécies deste género, tanto no que toca a luminosidade, como ao teor de humidade relativa e ao número de regas e fertilização.



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Cattleya praestans

A Cattleya praestans é uma planta miniatura/pequeno porte, de pseudobulbos alongados e com uma única folha apical, oblongo lanceolada e algo coriácea. As suas inflorescências podem ter uma a duas flores, de tamanho considerável, comparativamente com o porte da planta.

É uma espécie nativa dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, no Brasil, onde vegeta como planta epífita, em florestas cujas altitudes podem oscilar entre os 700 e os 900 metros.

Cultivo esta planta montada num pequeno pedaço de madeira, na estufa temperada quente, em local com sombra parcial, mas com luminosidade intensa, O ambiente de cultivo possui boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. 

Durante as estações mais quentes e secas do ano rego 3 a 4 vezes por semana, reduzindo drasticamente nos períodos mais frios e chuvosos. Para quem a cultiva em vaso o número de regas deverá ser claramente inferior. Logo desde o início da Primavera e até meados do Outono, aplico 2 a 3 vezes por semana o fertilizante Akerne's Rain Mix, sempre com doses de baixa concentração, apenas metade das gramas aconselhadas para cada litro de água. Durante o resto do ano suspendo as fertilizações.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/laelpraestans.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374631

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Bulbophyllum annandalei

O Bulbophyllum annandalei é uma das espécies deste género que tolera temperaturas um pouco mais baixas, sendo uma planta compacta, com pseudobulbos cónicos e uma única folha apical, bem espessa. Produz belas inflorescências, longas e em forma de umbela. É uma planta epífita, proveniente da Malásia e da Tailândia, desenvolvendo-se em florestas situadas à volta dos 1000 metros de altitude.

O cultivo é feito em estufa temperada, com as mínimas à volta dos 10 a 12 graus e  as máximas entre os 32 a 34 graus. O ambiente de cultivo possui um elevado teor de humidade relativa (entre 60 a 70%), sombra parcial e boa ventilação.

Utilizo um vaso baixo e largo, em suspensão, com um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média e fina, argila expandida e uma percentagem mais reduzida de esfagno e perlite. 

As regas devem ser as necessária para manter o substrato apenas ligeiramente húmido, sendo mais frequentes durante o tempo quente e seco e bastante mais espaçadas durante os períodos mais frios chuvosos, evitando mesmo regar se o tempo for demasiado frio e húmido. Fertilizo com o Akene´s Rain Mix, duas a três vezes por semana, aplicando apenas metade da dose aconselhada para cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo todas as fertilizações.


 

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/bulbanandalaei.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=25164

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Grosourdya appendiculata

A Grosourdya appendiculata é uma espécie miniatura, sem pseudobulbos, de crescimento monopodial, tal como as vandáceas. É uma planta epífita, que se desenvolve sobre os galhos das árvores, em florestas de zonas ribeirinhas, planícies e colinas, de baixa e média altitude, entre os 50 e os 1200 metros. Pode ser observada, no seu estado natural, em países como a China, o Vietname, a Birmânia, a Tailândia, a Malásia e as ilhas de Andaman, Java, Sumatra e Filipinas.

Cultivo esta miniatura montada numa pequena placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local bem sombreado, com boa ventilação e elevado teor de humidade relativa (à volta dos 60 a 70%).

Necessita de ser regada com frequência nas estações mais quentes e secas, quase diariamente, espaçando bastante o número de regas se o tempo for mais frio e chuvoso. Nesta altura, basta pulverizar as raízes apenas uma vez por semana ou ainda menos. Fertilizo semanalmente, duas a três vezes, utilizando o Akerne´s Rain Mix. Aplico sempre doses de baixa concentração, cerca de metade da dose aconselhada no rótulo por cada litro de água. Durante a segunda metade do Outono e durante o Inverno suspendo todas as fertilizações.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/grosappenduculata.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Cattleya pumila

A Cattleya pumila, ex Laelia pumila, é uma espécie miniatura, unifoliada, com pseudobulbos alongados e ovoides, cujas inflorescências podem ter uma a duas flores de porte considerável, para o tamanho da planta. É uma espécie epífita, que se desenvolve em florestas algo sombrias e húmidas, de baixa e média altitude, entre os 600 e os 1300 metros, no Brasil.

Cultivo esta planta montada numa placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local medianamente sombreado, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação. 

Durante as estações mais quentes e secas do ano rego com frequência, de forma a manter a planta sempre bem hidratada. Durante os períodos mais frios e chuvosos rego muito espaçadamente. Ao longo da maior parte do ano aplico como fertilizante o Akerne's Rain Mix, com doses de baixa concentração, apenas metade do aconselhado, por cada litro de água. Durante s segunda metade do Outono e  o Inverno suspendo todas as fertilizações.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/laeliapumila.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do