segunda-feira, 9 de maio de 2022

Cattleya warneri var. semialba

A Cattleya warneri é uma espécie epífita, unifoliada e de médio porte, que se desenvolve, no seu estado natural, nos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, no Brasil. O seu habitat distribui-se por florestas cujas altitudes se situam entre os 400 e 900 metros.

Cultivo esta planta montada numa placa de cortiça, na estufa temperada quente, em ambiente com boa luminosidade, mas sem sol direto, com boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. Como é cultivada montada, nos meses mais quentes e secos do ano rego quase diariamente, espaçando mais a regas quando o tempo for chuvoso. Fertilizo 2 a 3 vezes por semana, reduzindo consideravelmente o número de aplicações durante o Inverno.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Ansellia africana

A Ansellia africana é uma espécie que se desenvolve de forma epífita, na grande maioria dos países do continente africano, geralmente em locais cujas altitudes se situam abaixo dos 700 metros, podendo, esporadicamente, ser observada até cerca dos 2000 metros. É uma planta de porte elevado, com hastes florais longas e compostas por inúmeras flores, com muita variabilidade nas cores e nos padrões.

Cultivo esta planta na estufa temperada quente, em local com muito boa luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa. Está num vaso médio, num substrato para epífitas, composto maioritariamente por casca de pinheiro média e argila expandida.

Rego de forma a manter o substrato ligeiramente húmido ao longo de quase todo o ano, respeitando um período de repouso durante uma parte do Inverno. Fertilizo com o Akerne's Rain Mix, cerca de duas vezes por semana, sempre com apenas metade da dose indicada pelo fornecedor, em gramas, para cada litro de água.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Dendrobium unicum

O Dendrobium unicum é uma planta de pequeno a médio porte que pode ser observada, no seu estado natural, em países como o Vietname, Laos, Birmânia e Tailândia. Aí se desenvolve como planta epífita ou litófila, em florestas situadas entre os 800 e os 1550 metros de altitude. As suas hastes florais surgem nos pseudobulbos do ano anterior, quando estes já se encontram sem folhas.

Deve ser cultivada em ambiente temperado a quente, com um nível elevado de humidade relativa, sobretudo na fase de desenvolvimento vegetativo da planta, boa ventilação e luminosidade intensa, mas com muito pouco ou nenhum sol direto. Preferencialmente, deverá ser montada numa pequena placa de cortiça ou de madeira.

No Inverno deve ser proporcionado um prolongado descanso hídrico, quase sem regas, e um significativo diferencial térmico entre o dia e a noite (com noites frescas), para que possa florir com regularidade. A partir da floração, durante toda a fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos, deve ser regada e fertilizada com regularidade, utilizando sempre doses pouco concentradas de fertilizante (metade da dose indicada por cada litro de água).




Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Dendrobium moniliforme 'Kyoubeni Fukurin'

O Dendrobium moniliforme 'Kyoubeni Fukurin' é uma bela e invulgar variedade desta espécie, com folhas variegadas e flores bem rosadas e muito perfumadas. É uma planta que tanto se desenvolve de forma epífita como litófila,  entre os 800 e os 3000 metros de altitude, numa vasta área da Ásia, incluindo países como a China, Nepal, Índia, Vietname, Birmânia, Ilhas Ryukyu, Coreia e Taiwan. 

De preferência, deve ser cultivada em ambientes que propiciem um elevado diferencial térmico entre o dia e a noite, suportando, durante o Inverno, temperaturas muito próximas dos zero graus de mínima. Para poder florir com facilidade, além das diferenças térmicas entre o dia e a noite, é importante um prologado período de repouso durante o Inverno, suspendendo, neste período, quase todas as regas.

Cultivo este meu exemplar num substrato composto por 100% de esfagno, podendo, contudo, ser cultivado montado ou em pequenos vasos em substrato para epífitas. O número de regas, no período de desenvolvimento vegetativo, deverá ser adequado à forma de cultivo, devendo estas ser bastante mais frequentes se optarmos pelas montagens em pequenas placas de cortiça ou de madeira.

Fertilizo com o Akerne's Rain Mix, duas a três vezes por semana, a partir do aparecimento dos novos pseudobulbos, até à sua completa maturação, sempre com metade da dose indicada, em gramas, por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo a aplicação de fertilizantes.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Cattleya lueddemanniana

A Cattleya lueddemanniana é uma espécie epífita, unifoliada, de médio porte, endémica no litoral norte da Venezuela, vegetando em colinas de baixa altitude, desde o nível do mar até os 500 metros, em ambientes quentes e húmidos. As suas hastes florais são, geralmente, compostas por poucas flores bem perfumadas.

É uma planta que eu cultivo em ambiente temperado quente, com boa luminosidade, ventilação e elevado teor de humidade relativa. Se cultivada montada, como este exemplar, requer regas mais frequentes, sobretudo nas estações do ano mais quentes e secas. Utilizo fertilizante (Akerne's Rain Mix) em quase todas as regas, sempre com apenas metade da dose indicada pelo fornecedor.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Vanda barnesii

A Vanda barnesii é uma espécie que se desenvolve de forma epífita, de pequeno a médio porte, podendo ser observada apenas na ilha de Luzon, nas Filipinas, em habitats algo montanhosos, entre os 1200 e os 1600 metros de altitude.

Sendo uma planta proveniente de locais com altitude considerável, pode ser cultivada em ambientes um pouco mais frescos do que a maioria das espécies deste género. Este meu exemplar é cultivado na estufa temperada, num pequeno cesto, com casca de pinheiro grossa e argila expandida. O local de cultivo tem boa luminosidade, sem sol direto, boa ventilação e um elevado teor de humidade relativa.
Aplico fertilizante em todas as regas, ao longo de quase todo o ano, sendo estas muito mais frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e muto mais espaçadas durante o Inverno. Utilizo o Akerne's Rain Mix, com apenas metade da dose (em gramas) indicada pelo fabricante, para cada litro de água.




Referências bibliográficas:

quinta-feira, 24 de março de 2022

Vanda lamellata var boxallii

A Vanda lamellata var boxallii é uma espécie epífita de médio porte, nativa nas Ilhas de Ryukyu, Ilhas Marianas, Taiwan, Bornéu e Filipinas, desenvolvendo-se em habitats de baixa altitude, desde o nível do mar até aos 300 metros, em florestas junto ao mar. 

Tendo em conta os seus habitats de origem, deve ser cultivada em ambientes temperados/quentes, com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. Eu cultivo este exemplar num cesto suspenso, com casca de pinheiro bem grossa. Como todas as espécies deste género, requer regas frequentes, sobretudo se o tempo for quente e seco e adubações ao longo de todo o ano, sempre com doses pouco concentradas.



Referências bibliográficas:

IOSPE PHOTOS (orchidspecies.com)

World Checklist of Selected Plant Families: Royal Botanic Gardens, Kew