segunda-feira, 17 de junho de 2019

Bulbophyllum longiflorum ( Syn. Bulbophyllum eberhardtii)

O Bulbophyllum longiflorum é mais conhecido nos meios orquidófilos pelo seu sinónimo Bulbophyllum eberhardtii. É uma planta de pequeno porte, de pseudobulbos ovalados, encimados por uma única folha elíptica a oblonga. As suas hastes florais são muito compridas e compostas, na extremidade, por imensas flores, densamente dispostas em umbela.

Família: Orchidaceae         Género: Bulbophhyllum         Espécie: longiflorum

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas algo densas, cujas altitudes se situam entre os 1000 e os 1500 metros, em diversos países como a Birmânia, a Tailândia, a China e o Vietname.




Cultivo: Cultivo esta espécie na estufa temperada/quente, com temperaturas compreendidas entre os 12 e os 32 graus. Contudo, sendo uma espécie proveniente de habitats de altitude considerável, poderá suportar temperaturas mais baixas, com mínimas à volta dos 6 a 8 graus. O ambiente é bem sombreado o ano todo, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação.
Está num vaso suspenso, em substrato composto por casca de pinheiro média, argila expandida, alguma perlite e algum esfagno.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado, sendo estas mais frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e bastante mais espaçadas durante o Inverno.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, em média duas vezes por semana, sempre com apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

 http://orchidspecies.com/bulbeberhardtii.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dendrobium transparens

O Dendrobium transparens é uma espécie de médio porte, de pseudobulbos longos, teretiformes, com cinco a sete folhas decíduas, linear lanceoladas. As inflorescências surgem durante a Primavera, até ao início do Verão, sendo compostas por hastes curtas, de duas a três belíssimas flores perfumadas, que surgem nos diversos entrenós, ao longo dos pseudobulbos já sem folhas, do ano anterior.

Família: Orchidaceae        Género: Dendrobium       Espécie: transparens

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas densas e molhadas, entre os 500 e os 2100 metros de altitude, em países como a China (Himalaias), a Índia, o Vietname, a Birmânia, o Butão, o Nepal e o Bangladesh.





Cultivo: É uma planta para ser cultivada em ambientes temperados a temperados/frios, com elevado teor de humidade relativa, boa ventilação e boa luminosidade (sem sol direto). Deve preferencialmente ser cultivada montada numa pequena placa de madeira, cortiça ou outro material adequado. 
As regas devem ser frequentes e abundantes desde o surgimento dos novos pseudobulbos até a sua completa maturação, reduzindo drasticamente a partir daí.
Durante a mesma fase, fertilizo utilizando o Akerne Rain Mix, com duas a três aplicações semanais, sempre com apenas metade da dose aconselhada pelo fornecedor, para cada litro de água.
Para poder florir regularmente, requer um período de repouso durante o Inverno, sem fertilizações e regas. Contudo, a planta não deve secar por períodos prolongados de tempo.

Referências bibliográficas:

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/dentransparens.htm

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Dendrobium phalangillum

O Dendrobium phalangillum é mais conhecido nos meios orquidófilos pelo seu sinónimo Diplocaulobium abbreviatum. É uma planta miniatura, de pseudobulbos cilíndricos e um pouco alongados, com uma única folha apical, ovaladas/oblongas e meio coriácea. As suas inflorescência vão aparecendo sucessivamente no ápice dos pseudobulbos, ao longo da Primavera, Verão e parte do Outono, sendo estas de muito curta duração.

Família: Orchidaceae         Género: Dendrobium        Espécie: phalangillum

Habitat natural: Espécie que se desenvolve de forma epífita, de crescimento cespitoso, em florestas montanhosas de baixa altitude, quentes e húmidas, entre os 500 e os 600 metros, na Nova Guiné. 





Cultivo: É cultivada montada numa pequena placa de cortiça, estando todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas mínimas nunca descem abaixo dos 12 a 14 graus. O ambiente de cultivo é  mediamente sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa (entre os 60 a 80%).
Rego com frequência (3 a 4 vezes por semana) nas estações mais quentes e secas do ano, reduzindo as regas ao mínimo durantes o Inverno, sendo estas apenas as necessárias para não deixar desidratar a planta. É importante este descanso hídrico.
Começo a fertilizar a partir da reta final do Inverno, até meados do Outono. Utilizo apenas o Akerne Rain Mix, aplicando duas a três vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor pra cada litro de água). Durante a parte final do Outono e durante a maior parte do Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dipabbreviatum.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=58691

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Dendrobium sutepense

O Dendrobium sutepense é uma espécie de pequeno porte, de pseudobulbos cilíndricos (mais finos nas extremidades), longos e estreitos e com diversas folhas elípticas lanceoladas. As inflorescências são curtas e geralmente compostas por duas belas flores bem perfumadas. Estas surgem a partir dos nós dos pseudobulbos do ano anterior,  já bem maduros, no final do Inverno e na Primavera.

Família: Orchidaceae        Género: Dendrobium        Espécie: sutepense

Habitat natural: Esta é  uma planta que se desenvolve de forma epífita, proveniente de florestas montanhosas, entre os 1500 e os 1990 metros de altitude, na Birmânia e na Tailândia.





Cultivo: É uma espécie para ser cultivada em estufa temperada/fria, em local bem ventilado, com boa luminosidade e elevado teor de humidade relativa.
Esta minha planta está cultivada num pequeno cesto suspenso e com um substrato composto por  uma mistura de casca de pinheiro média e grossa e argila expandida.
As regas devem ser frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e que correspondem à fase de desenvolvimento e maturação dos pseudobulbos. A partir daí devem ser bastante reduzidas, necessitando mesmo, para florir com regularidade, de um stress hídrico de cerca de dois meses, sem fertilizantes e quase sem água.
Utilizo como fertilizante o Akerne Rain Mix, que aplico duas vezes por semana, sempre em doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Durante a maior parte do Inverno deixo de fertilizar, retomando no final de Fevereiro, quando os dias já são um pouco mais longos e com mais um pouco de calor.

Referência bibliográficas:

http://orchidspecies.com/densutupense.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Dendrobium trigonopus

O Dendrobium trigonopus é uma planta de pequeno porte, nativa da Birmânia, Tailândia, China, Laos e Vietname. No seu habitat natural, desenvolve-se como planta epífita, sobre os troncos das árvores, em florestas cujas altitudes se situam entre os 300 e os 1500 metros. as suas inflorescências são curtas, geralmente compostas por 1 a 4 flores por haste, possuindo flores com cerca de 4 a 5 cm, cerosas, de longa duração e bem perfumadas.
É uma espécie a cultivar em ambientes temperados, de preferência montadas, com boa luminosidade  e elevado teor de humidade relativa. Para florescer, é importante um período de repouso durante o Inverno, com muito poucas regas e sem fertilizações, retomando estas no final do Inverno.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dentrigonopus.htm

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Phalaenopsis philippinensis

A Phalaenopsis philippinensis é uma espécie endémica das Filipinas, proveniente de zonas montanhosas, até aos 1200 metros de altitude, onde se desenvolve como planta epífita.
É uma planta de pequeno porte, com belas folhas marmoreadas, compostas por manchas verde escuro e prateadas. As inflorescências surgem a partir das axilas da planta, semi-pendentes, sendo compostas por diversas flores de grande porte (cerca de 7cm), de tons predominantemente brancos.
É uma das espécies do género Phalaenopsis que suporta temperaturas um pouco mais baixas do que maioria neste grupo (podendo estas descer até aos 8 a 10 graus durante anoite), sendo ideal para cultivar em ambientes temperados, com muita humidade e com luz intermédia. 
Embora a minha planta esteja em vaso, é uma espécie ideal para ser cultivada montada num pequeno tronco de madeira ou de cortiça, devido às suas longas raízes, ligeiramente achatadas. 
As regas dever ser adequadas ao tipo de cultivo, sendo mais frequentes quando cultivada montada e mais espaçadas quando cultivada em vaso. As fertilizações podem ser aplicadas durante todo o ano, embora menos frequentes durante o Inverno.




Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/phalphilippinense.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Masdevallia caesia

A Masdevallia caesia é uma espécie de pequeno porte que de desenvolve de forma pendente, com folhas apicais, eretas e coriáceas, estreitamente obovadas, finas na base, de cor verde escura e impregnadas de tons púrpura/azulados. As inflorescências solitárias surgem a partir da base das folhas e possuem um odor desagradável.

Família: Orchidaceae      Género: Masdevallia      Espécie: caesia

Habitat natural: É uma planta epífita que pode ser observada, no seu habitat natural, no Sudoeste da Colômbia, em florestas densas e nubladas, situadas em altitudes entre 1600 e os 2200 metros.





Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa fria (com mínimas a rondar os zero graus), em local fresco, bem sombreado e com elevado teor de humidade relativa. Está montada numa pequena placa de madeira, de forma pendente e suspensa.
Rego quase diariamente durante as estações mais quentes e secas do ano e algo mais espaçadamente durante o Inverno. Não é conveniente secar muito entre cada uma das regas.
Fertilizo uma a duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas, diluindo apenas cerca de um terço da dose indicada pelo fornecedor, em cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/mascaesia.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904