quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Bulbophyllum rothschildianum

O Bulbophyllum rothschildianum é uma planta de pequeno a médio porte, com pseudobulbos ovoides e uma única folha apical, em cada um deles. As suas inflorescências são longas, cada uma com diversas flores dispostas em umbela, libertando um odor desagradável. Normalmente, floresce na Primavera e ou no Outono.

Família: Orchidaceae         Género: Bulbophyllum         Espécie: rothschildianum

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita e que vegeta em florestas de baixa e média altitude, no sul de Yunnan, província da China, em Assam, província da nordeste da Índia e ainda na Birmânia.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa aquecida, onde são garantidas temperaturas mínimas de 12 graus e máximas de 33 graus. O local de cultivo é bem ventilado (fator importante para todos os Bulbophyllum), sempre com sombra parcial e elevado teor de humidade relativa do ar.
Utilizo um vaso médio (cerca de 12 cm) suspenso e um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média (70%), argila expandida (20%) e perlite (10%). As percentagens são meramente indicativas. 
Sobretudo nas estações mais quentes e secas do ano deve ser regado abundantemente e com regularidade, de forma a manter o substrato sempre húmido, mas garantido sempre uma boa capacidade de drenagem do mesmo. Sempre que se notar degradação acentuada deste, deve-se proceder à sua substituição.
Aprecia fertilizações regulares. Eu utilizo o Akerne Rain Mix, duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). No Inverno suspendo a sua aplicações.
Nota: Estas plantas sentem-se "felizes" quando crescem para fora dos vasos e apresentam boas raízes aéreas.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/bulbrothchildsianum.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Cattleya dormaniana

Cattleya dormaniana é uma espécie de pequeno a médio porte, com pseudobulbos alongados, estreitos,  cilíndricos,  encimados por duas folhas elipsoides. As suas inflorescências surgem no Outono, sendo geralmente compostas por uma flor, ocasionalmente por duas ou três. As suas flores atingem, normalmente, os 8 cm, sendo belamente coloridas e  de formas pouco comuns para este género.

Família: Orchidaceae        Género: Cattleya        Espécie: dormaniana

Habitat natural: Espécie que se desenvolve de forma epífita, na Serra dos Órgãos - Rio de Janeiro, Brasil, em habitats algo nebulosos e bastante húmidos,  em altitudes que podem oscilar entre os 600 e os 1000 metros.




Cultivo: Está cultivada montada numa placa de cortiça, estando todo o ano nas estufa aquecida, em local com excelente luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa do ar. Esta espécie, para poder florir, requer temperaturas um pouco mais elevadas que as restantes e muita luminosidade.
Rego com frequência nas estações mais quentes e secas do ano, cerca de 4 vezes por semana, reduzindo drasticamente no Inverno, altura em que rego apenas para não deixar desidratar a planta. Sendo cultivada em vaso não necessitará desta frequência de regas.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Durante a segunda metade do Outono e no Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/cattdormaniana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=35884

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Cischweinfia parva

A Cischweinfia parva é uma planta de rizomas curtos, cujos pseudobulbos se desenvolvem muito perto uns dos outros, sendo estes ovalados e lisos, envoltos por bainhas, as posteriores em forma de folha e portando no seu ápice uma folha linear lanceolada. As suas inflorescências surgem no final do Verão e primeira metade do Outono,  relativamente curtas e compostas por uma a duas flores em cada haste, suavemente perfumadas.

Família: Orchidaceae        Género: Cischweinfia        Espécie: parva


Habitat natural: Esta é uma espécie epífita que se desenvolve em florestas montanhosas, densas e nebulosas, em altitudes que podem oscilar entre os 700 e os 1150 metros. É nativa de países como o Peru a Bolívia, o Equador e a Colômbia.




Cultivo: É cultivada num vaso pequeno (cerca de 8 cm de diâmetro), em substrato composto essencialmente por casca de pinheiro média e grossa e alguma argila expandida. Está todo o ano na estufa temperada quente, em ambiente mediamente sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Rego apenas o necessário para manter o substrato ligeiramente húmido, podendo secar entre regas por períodos muito curtos de tempo. Não tolera encharcamentos, pelo que o substrato deve ser substituído sempre que note que esteja degradado.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água). Na segunda metade do Outono e no Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/cischparva.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Restrepia cymbula

A Restrepia cymbula apresenta uma das flores mais pequenas deste género, com cerca de 1 cm, de aspeto coriáceo e com formas bem peculiares, que se diferenciam claramente das suas congéneres. 

Família: Orchidaceae          Género: Restrepia         Espécie: cymbula

Habitat natural: Esta é uma espécie exclusiva do Equador, onde se desenvolve de forma epífita, geralmente em habitats de florestas algo densas, de média altitude.




Cultivo: Está num vaso pequeno, de 6 cm de diâmetro, num substrato que garante sempre um bom grau de humidade, composto por casca de pinheiro fina, alguma perlite e algum esfagno. 
Esta espécie necessita de temperaturas intermédias, um pouco mais elevadas do que a maioria, local sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.  
As regas, ao longo de todo o ano, devem ser as necessárias para manter o substrato ligeiramente húmido, sem encharcar, mas nunca deixando secar totalmente, sobretudo por períodos prolongados de tempo. 
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração, nunca aplicando mais de metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Como faço com a generalidade das orquídeas, no Inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/rescymbula.htm

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano'

A Cattleya labiata var. roxo-bispo 'Urbano' é uma belíssima e rara variedade desta magnífica espécie, encontrada há cerca de oitenta anos, no seu estado natural. Na altura foram encontradas muito poucas plantas, desta variante,  nas matas do Estado de Pernambuco, no Brasil. Carateriza-se essencialmente pela boa forma das suas flores e ainda pelas cores pouco comuns e delicadas. É uma planta de médio porte, unifoliada, de pseudobulbos ligeiramente achatados, que floresce no final do Verão e Outono.

Família: Orchidaceae    Género: Cattleya    Espécie: labiata   var. roxo-bispo 'Urbano'

Habitat natural: Planta que apresenta uma forma de desenvolvimento epífito, que se manifesta em habitas de baixa a média altitude, quentes e húmidos, entre os 600 e os 900 metros, nalguns locais do nordeste do Brasil. 




Cultivo: Cultivo em vaso médio, utilizando um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro grossa e cerca de 30% de argila expandida.
Está todo o ano na estufa aquecida, onde as temperaturas, mesmo em pleno Inverno, nunca descem abaixo dos 12 a 14 graus. O ambiente é ligeiramente sombreado mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Na fase de desenvolvimento dos novos pseudobulbos manter os substrato ligeiramente húmido, sendo conveniente secar um pouco entre regas. No Inverno regar o menos possível, não deixando contudo desidratar a planta.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (cerca de metade da dose indicada pelo fornecedor, para cada litro de água). Durante a parte final do Outono e durante o Inverno deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

World Checklist of Selected Plant Families

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Dendrobium trinervium

O Dendrobium trinervium é uma planta miniatura, de pseudobulbos cilíndricos e carnudos, com diversas folhas ovaladas lanceoladas. As suas inflorescências são curtas, com flores brancas esverdeadas e finamente maculadas de vermelho escuro na parte central do labelo, podendo estas atingir os cerca de 2 cm de dimensão.

Família: Orchidaceae         Género: Dendrobium         Espécie: trinervium

Habitat natural: Esta é uma espécie nativa de florestas abertas de baixa altitude, desde o nível do mar até cerca dos 100 metros, quentes e húmidas, da Tailândia e da península da Malásia.





Cultivo: Esta é uma espécie exigente em temperaturas, cujas mínimas, mesmo durante o Inverno, nunca deverão descer abaixo dos 13 a 14 graus. É cultivada montada numa pequena placa de madeira, em local sombreado, mas com excelente luminosidade, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa do ar.
Nas estações mais quentes e secas do ano devemos regar quase diariamente, reduzindo drasticamente durante o Inverno. Para quem cultiva em vaso as regas deverão ser mais espaçadas.
Fertilizo uma a duas vezes por semana com o Akerne Rain Mix, sempre com doses de baixa concentração (metade ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante o Inverno suspendo as fertilizações. 

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/dentrinervium.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

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sábado, 8 de setembro de 2018

Cattleya bradei

A Cattleya bradei, ex Laelia bradei, é mais uma das espécies rupícolas nativas do Brasil, sendo esta do Estado de Minas Gerais.
É uma planta miniatura que se desenvolve entre os 1100 e os 1400 metros de altitude, podendo ser cultivada em ambientes com temperaturas ligeiramente baixas, sem exposição a frios exagerados ou geadas. Requer luz intensa, podendo mesmo suportar sol direto.
Está cultivada num vaso pequeno (6 a 8 cm de diâmetro) num substrato composto por uma mistura, em partes mais ou menos iguais, de casca de pinheiro grossa, argila expandida, pequenos pedaços de granito (2 cm) e pequenos pedaços de rocha contendo um bom teor de ferro na sua composição.



Referências bibliográficas: 

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374634

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