segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Cattleya maxima f. alba

A Cattleya maxima f. alba é uma variedade pouco comum desta espécie unifoliada, sendo uma planta ligeiramente mais pequena do que a espécie tipo. É nativa das florestas de baixa e média altitude, do Equador, da Colômbia, do Peru e da Venezuela.

É cultivada montada numa pequena placa de cortiça, na estufa temperada quente, em local com excelente luminosidade, mas sempre com sombra parcial. O ambiente de cultivo possui elevado teor de humidade relativa e boa ventilação.

Rego com frequência nas estações mais quentes e secas do ano (3 a 4 vezes por semana), espaçando consideravelmente o número de regas nas estações frias e chuvosas. Se cultivada em vaso o número de regas deverá ser inferior.

Fertilizo com o Akerne´s Rain Mix, duas a três vezes por semana, aplicando apenas cerca de metade da dose aconselhada no rótulo, por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo as fertilizações, retomando logo no início da Primavera.




Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/catleyamaxima.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=36026

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Paphiopedilum herrmannii

O Paphiopedilum herrmannii, também conhecido por alguns autores como Paphiopedilum x herrmannii, é considerado um híbrido natural entre o Paphiopedilum helenae e o Paphiopedilum hirsutissimum var. esquirolii. É uma espécie de pequeno porte, que ocorre em florestas mistas e solos calcários, em altitudes entre os 700 e os 950 metros, no norte doVietname.

Cultivo esta planta na estufa temperada/quente, em local sombreado, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação. Utilizo um vaso pequeno e um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média, argila expandida, perlite e alguma matéria orgânica. Costumo adicionar uma pequena percentagem de um componente, como cascas de conchas partidas, para elevar o pH do solo.

Adequo o número de regas a cada estação, sendo apenas as necessárias para manter o substrato ligeiramente húmido, durante todo o ano. Fertilizo 2 a 3 vezes por semana, durante Primavera e o Verão, sempre com doses de baixa concentração  (metade da dose indicada no rótulo para cada litro de água). Durante o Inverno aplico pouquíssimas fertilizações e suspendo sempre que o tempo esteja frio e chuvoso.



Referências bibliográficas:

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/paphxhermanii.htm

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Bulbophyllum mirum

 O Bulbophyllum mirum é uma planta miniatura, com pseudobulbos ovoides a cónicos, com uma única folha apical, oval a oblonga. As suas curtas inflorescências surgem durante o Verão e são compostas por duas flores ressupinadas, muito exóticas e peculiares, desprovidas de aroma.

É uma espécie do continente asiático, nativa na Península da Malásia e nas ilhas de Bornéu, Java, Flores, Bali e Sumatra, desenvolvendo-se em galhos e troncos cobertos de musgo, em florestas cujas altitudes se situam entre os 1000 e os 1600 metros.

Tenho esta planta cultivada num pequeno vaso, com uma mistura de casca de pinheiro pequena, perlite e algum esfagno, para melhor reter a humidade. Pode, opcionalmente, ser cultivada montada, exigindo desta forma mais cuidado na frequência das regas.

O ambiente de cultivo é temperado, mediamente sombreado, com elevado grau de humidade relativa e boa ventilação. É uma das  espécies do género Bulbophyllum que suportam temperaturas mais baixas.

As regas devem ser adaptadas às diferentes estações do ano, sendo apenas as necessárias para manter as raízes sempre ligeiramente húmidas (nunca encharcadas). Fertilizo  com o Akerne's Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com apenas metade da dose aconselhada nas instruções, em gramas, para cada litro de água. Durante todo o Inverno suspendo as fertilizações.




Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/bulbmirum.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Cattleya bicalhoi

 A Cattleya bicalhoi, mais conhecida no mundo orquidófilo pelo sinónimo Laelia dayana, é uma espécie de pequeno porte, com pseudobulbos cilíndricos e uma folha apical carnuda, ovalada lanceolada. As suas inflorescências surgem, normalmente, durante o Verão ou no início do Outono, com uma única flor cada uma, de 4 a 5 cm de envergadura, onde se destaca um belíssimo labelo, grande e finamente estriado.

É uma espécie de desenvolvimento epífito, sobre árvores cobertas de líquenes, em habitas de florestas montanhosas, entre os 500 e os 2000 metros de altitude, nas Montanhas dos Órgãos, perto do Rio de Janeiro, no Brasil.

É uma planta que deve ser cultivada preferencialmente montada numa placa de cortiça ou de madeira, em ambiente temperado, com com excelente luminosidade, mas sem sol direto. O ambiente de cultivo deve ainda possuir boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. 

Como as cultivo montada, rego frequentemente desde o início da Primavera, até meados do Outono. Durante o Inverno necessita de um prolongado período de descanso, limitando as regas ao mínimo possível, para assim podermos ter florações regulares.

Também desde o início da Primavera e até medos do Outono, fertilizo 2 a 3 vezes por semana, com o fertilizante Akerne's Rain Mix, sempre com cerca de metade da dose aconselhada nas instruções, em gramas, por cada litro de água. Durante o Inverno suspendo todas as aplicações de fertilizante.



Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/laeliadayana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=374632

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Stanhopea ecornuta

A Stanhopea ecornuta é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovais, sulcados, com uma única folha apical, com nervuras acentuadas na longitudinal. As suas inflorescências surgem a partir dos pseudobulbos já maduros, sendo geralmente compostas por poucas flores, 2 a 3 por haste floral, de considerável dimensão e bem perfumadas, sendo estas de curta duração.

Esta espécie habita em florestas tropicais, sempre verdes e sombreadas, quentes e muito húmidas, em locais de baixa altitude, que vão desde o nível do mar até aos 300 metros. É nativa de países como a Costa Rica, a Nicarágua, o Panamá, as Honduras e a Guatemala.

A forma de cultivo é muito semelhante às restantes espécies deste género, sendo que esta é das mais exigentes em termos de temperatura, não suportando mínimas abaixo dos 12 a 14 graus, mesmo durante o Inverno.








Referências bibliográficas:

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Phalaenopsis deliciosa

Habitat de origem: Espécie de baixa altitude, até ao máximo de 600 metros, que se manifesta nas florestas das Filipinas e por uma vasta área do sudeste asiático, até à India.
Cultivo: Temperaturas sempre acima dos 12/13  graus, mesmo durante o Inverno. Está em vaso pequeno, com substrato idêntico ao cultivo das Phalaenopsis, casca de pinheiro grossa e argila expandida. Deve ser propiciado um elevado grau de humidade, regas e fertilizações regulares, de baixa concentração, reduzindo consideravelmente no Inverno.




quarta-feira, 29 de julho de 2020

Stanhopea jenischiana

Mais uma floração desta magnífica Stanhopea jenischiana, uma espécie nativa da Colômbia, da Venezuela, do Equador e do Peru. Pode ser encontrada em habitats situados entre os 800 e os 1500 metros de altitude, sendo uma espécie de médio porte, epífita e, por vezes, terrestre.
Pode ser cultivada em ambientes mais frios do que muitas das espécies deste género, não tolerando contudo estar exposta a geadas ou correntes de ar demasiado geladas. Os materiais de cultivo devem ser idênticos aos das restantes Stanhopea.




Referências bibliográficas: