sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Vanda vietnamica

A Vanda vietnamica é uma espécie recentemente descoberta no Vietname, em florestas decíduas e semi decíduas de baixa altitude, desde o nível do mar até aos 700 metros.
É uma planta para ser cultivada montada ou em pequeno cesto, em ambiente com boa luminosidade, sem sol direto, temperado quente, com um elevado teor de humidade relativa e boa ventilação. 
Os restantes cuidados de cultivo são idênticos à generalidade das espécies do género Vanda, tendo sobretudo em conta a fertilização sempre com doses de baixa concentração.




http://orchidspecies.com/christvietnamica.htm

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Pleurothallis allenii

A Pleurothallis allenii é uma planta miniatura, com ausência de pseudobulbos, característica deste género, de caules eretos e delgados, com uma única folha apical, ereta, coriácea e elíptico lanceolada. As suas inflorescências são curtas, surgindo a partir de uma espata e vão abrindo sucessivamente, uma de cada vez, ao longo da Primavera, Verão e Outono.

Família: Orchidaceae          Género: Pleurothallis          Espécie: allenii

Habitat natural: É uma planta que se desenvolve de forma epífita, na região central do Panamá e nas Honduras, em florestas que geralmente se situam entre os 500 e os 1000 metros de altitude, algo densas e muito húmidas.




Cultivo: É uma espécie para ser cultivada em ambientes temperados a temperados/frios, em local sombreado, bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa (à volata dos 80%).
Está num vaso pequeno (cerca de 6 cm de diâmetro), em substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro fina e alguma perlite. Opcionalmente, também pode ser adicionado algum esfagno.
Regar as vezes necessárias de forma a manter o substrato sempre húmido, adequando a frequência das regas às diferentes estações do ano. Sendo uma planta sem pseudobulbos, apenas suporta estar seca  por períodos muito curtos de tempo.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada no rótulo/instruções. No Inverno deixo de aplicar fertilizações.

Referências bibliográficas: 

http://orchidspecies.com/pleuralleni.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Cattleya kerrii

A Cattleya kerrii é mais uma das espécies de pequeno porte do género Cattleya. É nativa das florestas da Mata Atlântica, do estado da Baía, onde vegeta sobre as árvores situadas nas margens pantanosas de baixa altitude, muito húmidas e com alto teor de precipitação ao longo do ano.
Deve, preferencialmente, ser cultivada montada em madeira ou cortiça, num ambiente moderadamente sombreado, com temperaturas mínimas sempre acima dos 12 a 14 graus e as máximas a rondar os 32 a 33 graus. Deve também ser proporcionada uma boa ventilação do espaço e um elevado teor de humidade relativa, à volta dos 70 a 80%. 
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, desde o aparecimento dos novos pseudobulbos até à época de floração. 
Regar com frequência de forma a manter a planta sempre bem hidratada, sobretudo no período de desenvolvimento vegetativo.



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

5ª Exposição Internacional de Orquídeas de Lisboa

Nos dias 27, 28 e 29 de Setembro de 2019 terá lugar, no Mercado do Forno do Tijolo, a 5ª Exposição Internacional de Orquídeas de Lisboa. Este evento, organizado pela APO, para além da habitual exposição das orquídeas dos associados, contará com a participação de inúmeros vendedores nacionais e estrageiros.  Para ver mais em pormenor, consultar o site: www.lusorquideas.com/.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Aerangis punctata

A Aerangis punctata é uma espécie nativa das ilhas de Madagáscar e Reunião, onde se desenvolve como planta epífita, sobre arbustos, em habitats que se situam nas florestas cujas altitudes se situam entre os 900 e os 1500 metros.
É uma planta miniatura, com folhas elípticas a oblongas, verde acinzentadas, com flores muito grandes, se comparadas com o total da planta e caraterizadas pelo seu longo esporão. Normalmente floresce no Verão.
Deve ser cultivada montada numa pequena placa de cortiça, em estufa aquecida, com as temperaturas mínimas sempre acima dos 12 graus e as máximas entre os 30 e os 34 graus. O ambiente de cultivo deve possuir boa luminosidade, sem sol direto, boa ventilação e um elevado teor de humidade relativa (entre os 60 a 80%).





Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/aerangispunctata.htm

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Cattleya harrisoniana 'Volcano Queen x Binot'

A Cattleya harrisoniana v. 'Volcano Queen x Binot' é um belíssimo exemplar, que se destaca pelas suas formas e coloração. É uma espécie bifoliada, de pseudobulbos longos, estreitos e cilíndricos, encimados por duas folhas elípticas a ovaladas e bem coriáceas. As suas inflorescências podem comportar de duas a seis flores cerosas, de longa duração e com um perfume muito agradável. Floresce, geralmente, no final do Verão.

Família: Orchidaceae     Género: Cattleya     Espécie: harrisoniana    v. 'Volcano Queen x Binot'

Habitat natural: A Cattleya harrisoniana é uma planta que se desenvolve de forma epífita, por vezes como litófila, geralmente sobre os arbustos de zonas pantanosas e húmidas, em alguns casos sobre rochas, no sudeste do Brasil.




Cultivo: Como a maioria das Cattleya que cultivo, esta está na estufa aquecida, em local parcialmente sombreado (com boa luminosidade), bem ventilado e com elevado teor de humidade relativa.
Utilizo um pequeno vaso e um substrato composto por uma mistura à base de 70% de casca de pinheiro grossa (2,5 a 3 cm) e 30% de argila expandida, garantindo, deste modo, uma drenagem rápida e eficaz, logo após as regas.
Rego duas a três vezes por semana nas estações mais quentes e secas do ano, reduzindo drasticamente durante o Inverno, nunca fazendo nesta estação mais do que uma rega semanal. Se o tempo for frio e chuvoso, rego apenas a cada 15 dias. Fora da fase de crescimento, necessita de muito pouca água.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix duas vezes por semana, desde o surgimento dos novos pseudobulbos até à época de floração. Aplico sempre doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor por cada litro de água). Durante a maior parte do Inverno deixo de fertilizar, retomando pouco antes do início da Primavera.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/orphotdir/cattleharrisoniana.jpg
https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=35955

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Maxillaria arachnitiflora

A nova floração desta Maxillaria arachnitiflora foi desta vez mais abundante, em número de flores, formando um belo conjuntos de formas, cores e perfume (leve e adocicado).
É um espécie que é nativa da Costa Rica e do Panamá, de habitats quentes e húmidos, a ser cultivada em ambientes temperados/quentes todo o ano, mediamente sombreados, com boa ventilação e alto teor de humidade relativa.




sábado, 10 de agosto de 2019

Cattleya xanthina

A Cattleya xanthina (ex Laelia xanthina) é uma planta de médio porte, nativa do Brasil, onde vegeta de forma epífita, apresentando inflorescências longas que surgem normalmente no Verão, com belíssimas cores e formas.
É cultivada em estufa temperada/quente, montada num tronco de madeira. O espaço possui sombra moderada, mas com boa luminosidade, boa ventilação e elevado teor de humidade relativa. As restantes exigências de cultivo são semelhantes à generalidade das espécies deste género.




domingo, 28 de julho de 2019

Embreea rodigasiana

A Embreea rodigasiana é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovoides, com uma única folha apical, oblongo lanceolada a oblonga elíptica. As suas inflorescências surgem no Verão, sendo estas pendentes e com cerca de 10 a 25 cm de comprimento, com flores solitárias, grandes e carnudas, com um agradável perfume a especiarias, sendo estas de curta duração.

Família: Orchidaceae          Género: Embreeea          Espécie: rodigasiana

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas nubladas e extremamente húmidas, em habitats entre os 400 e os 1500 metros de altitude, sendo endémica de apenas uma região da Colômbia.





Cultivo: É uma orquídea para ser cultivada em ambientes temperados a temperados-quentes e bem sombreados. As temperaturas mínimas de Inverno não deverão descer abaixo dos 12 graus, podendo as máximas de Verão atingir os 32 a 33 graus. O ambiente de cultivo deve ainda possuir um elevado teor de humidade relativa, entre os 70 a 80%, com alguma ventilação.
Deve ser cultivada em cestos suspensos semelhantes aos do cultivo das Stanhopea, com um substrato composto maioritariamente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida e perlite. O cesto pode ser "forrado" na parte exterior a esfagno.
O número de regas semanal deve ser adequado às diferentes estações do ano, de forma a manter apenas o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado. No Inverno regar o mínimo possível.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, aplicando em média duas vezes por semana, sempre com metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Sempre que o tempo vai frio e chuvoso deixo de fertilizar.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/embrodrigasiana.htm

https://wcsp.science.kew.org/namedetail.do?name_id=66864

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Stanhopea ecornuta

A Stanhopea ecornuta é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovais, sulcados, com uma única folha apical, elíptica, com nervuras acentuadas na longitudinal. As suas inflorescências surgem a partir dos pseudobulbos já maduros, sendo geralmente compostas por poucas flores, 2 a 3 por haste floral, de considerável dimensão e bem perfumadas, sendo estas de muito curta duração.

Família: Orchidaceae         Género: Stanhopea         Espécie: ecornuta

Habitat natural: Esta espécie habita em florestas tropicais, sempre verdes e sombreadas, quentes e muito húmidas, em locais de baixa altitude, até cerca dos 300 metros. É nativa de países como a Costa Rica, a Nicarágua, o Panamá, as Honduras e a Guatemala.






Cultivo: É uma das espécies do género Stanhopea mais exigentes em temperatura e humidade. O local de cultivo deve ser aquecido, no caso do nosso país, com temperaturas mínimas sempre acima dos 12 a 14 graus e com grau permanente de humidade relativa à volta dos 70 a 80%. O ambiente deverá ser também ventilado e sempre sombreado.
É cultivada em vaso próprio para estas espécies, revestido a esfagno pelo exterior e com um substrato composto por uma mistura à base de casca de pinho média (60a 70%), argila expandida (20 a 30%) e alguma perlite (cerca de 10%).
O substrato deve ser mantido sempre húmido, mas sem encharcar. Desta forma, o número e a frequência das regas deve sempre ser adaptado às diferentes estações do ano e às diferentes condições meteorológicas.
Utilizo como fertilizante o Akerne Rain Mix, com duas a três aplicações semanais, sempre com doses de baixa concentração, utilizando em cada fertilização apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o Inverno deixo de fertilizar, sobretudo se o tempo estiver frio e chuvoso.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/stanecornuta.htm
https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Arundina graminifolia

A Arundina graminifolia  é uma planta de grande porte, podendo atingir mais de dois metros de altura. É conhecida como a orquídea bambu, por causa do seu caule fino e muito alto, com folhas alternadas, lanceoladas e acuminadas. As suas inflorescências surgem no ápice do caule, com flores solitárias que vão surgindo sequencialmente ao longo de várias semanas, fazendo lembrar as flores de uma Cattleya, sendo cada uma delas de curta duração e algo perfumadas.

Família: Orchidaceae          Género: Arundina          Espécie: graminifolia

Habitat natural: É uma espécie terrestre que se desenvolve em habitats desde o nível do mar até aos 1200 metros de altitude, sendo originaria da Ásia e tendo-se adaptado e naturalizado em vários locais da América Central e do Sul.




Cultivo: É uma orquídea para ser cultivada em locais temperados a quentes, podendo estar em pleno sol durante uma boa parte do dia. 
O substrato deverá ser semelhante ao das Sobralia, composto por casca de pinheiro média e fina, alguma argila expandida e turfa. Opcionalmente, pode adicionar-se também alguma perlite.
Aprecia o substrato sempre húmido, de verão e de Inverno, mas nunca encharcado.
É uma planta algo "gulosa", apreciando ao longo de todo o ano fertilizações regulares, mas nunca em doses exageradas em cada aplicação.

Referências bibliográficas:

http://orchidspecies.com/arundinagraminifolia.htm

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Vanda falcata v. 'Dohui'

A Vanda falcata v. 'Dohui' é uma bonita variedade desta espécie, que se destaca pelo seu esporão levemente rosado. É uma planta miniatura, proveniente de habitats asiáticos, como o Japão, a Coreia e as Ilhas Ryukyu, podendo ser cultivada em ambientes temperados/frios. 



sexta-feira, 28 de junho de 2019

Cattleya forbesii 'Plukk'

A Cattleya forbesii ´Plukk' é um belíssimo 'clone' da C. forbesii, com uma planta de cerca de metade do porte da espécie tipo e com belíssimas pequenas flores, onde se destaca o seu maravilhoso labelo. É proveniente de algumas zonas do Brasil, junto à costa, sempre em habitats de baixa altitude. 
Requer ser cultivada em ambientes temperados a quentes, com boa ventilação, elevado teor de humidade relativa  excelente luminosidade (sem sol direto). Tanto pode ser cultivada montada, como em pequeno vaso. Quanta a regas e fertilizações, requer cuidados de cultivo semelhantes à generalidade das espécies deste género.



segunda-feira, 17 de junho de 2019

Bulbophyllum longiflorum ( Syn. Bulbophyllum eberhardtii)

O Bulbophyllum longiflorum é mais conhecido nos meios orquidófilos pelo seu sinónimo Bulbophyllum eberhardtii. É uma planta de pequeno porte, de pseudobulbos ovalados, encimados por uma única folha elíptica a oblonga. As suas hastes florais são muito compridas e compostas, na extremidade, por imensas flores, densamente dispostas em umbela.

Família: Orchidaceae         Género: Bulbophhyllum         Espécie: longiflorum

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas algo densas, cujas altitudes se situam entre os 1000 e os 1500 metros, em diversos países como a Birmânia, a Tailândia, a China e o Vietname.




Cultivo: Cultivo esta espécie na estufa temperada/quente, com temperaturas compreendidas entre os 12 e os 32 graus. Contudo, sendo uma espécie proveniente de habitats de altitude considerável, poderá suportar temperaturas mais baixas, com mínimas à volta dos 6 a 8 graus. O ambiente é bem sombreado o ano todo, com elevado teor de humidade relativa e boa ventilação.
Está num vaso suspenso, em substrato composto por casca de pinheiro média, argila expandida, alguma perlite e algum esfagno.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, mas nunca encharcado, sendo estas mais frequentes nas estações mais quentes e secas do ano e bastante mais espaçadas durante o Inverno.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, em média duas vezes por semana, sempre com apenas metade da dose indicada pelo fornecedor para cada litro de água. Durante o inverno suspendo as fertilizações.

Referências bibliográficas:

 http://orchidspecies.com/bulbeberhardtii.htm

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dendrobium transparens

O Dendrobium transparens é uma espécie de médio porte, de pseudobulbos longos, teretiformes, com cinco a sete folhas decíduas, linear lanceoladas. As inflorescências surgem durante a Primavera, até ao início do Verão, sendo compostas por hastes curtas, de duas a três belíssimas flores perfumadas, que surgem nos diversos entrenós, ao longo dos pseudobulbos já sem folhas, do ano anterior.

Família: Orchidaceae        Género: Dendrobium       Espécie: transparens

Habitat natural: É uma espécie que se desenvolve de forma epífita, em florestas densas e molhadas, entre os 500 e os 2100 metros de altitude, em países como a China (Himalaias), a Índia, o Vietname, a Birmânia, o Butão, o Nepal e o Bangladesh.





Cultivo: É uma planta para ser cultivada em ambientes temperados a temperados/frios, com elevado teor de humidade relativa, boa ventilação e boa luminosidade (sem sol direto). Deve preferencialmente ser cultivada montada numa pequena placa de madeira, cortiça ou outro material adequado. 
As regas devem ser frequentes e abundantes desde o surgimento dos novos pseudobulbos até a sua completa maturação, reduzindo drasticamente a partir daí.
Durante a mesma fase, fertilizo utilizando o Akerne Rain Mix, com duas a três aplicações semanais, sempre com apenas metade da dose aconselhada pelo fornecedor, para cada litro de água.
Para poder florir regularmente, requer um período de repouso durante o Inverno, sem fertilizações e regas. Contudo, a planta não deve secar por períodos prolongados de tempo.

Referências bibliográficas:

https://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

http://orchidspecies.com/dentransparens.htm

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904